
Você deve estar pensando ‘Certo, e o que há de errado em namorar um rapaz mais novo?’ Eu digo, não há nada de errado se ele não for o filho de um “amor” do passado – mais a frente você entenderá o porquê das aspas - e nem filho da sua melhor amiga. Calma, eu não traí a minha amiga. Eu apenas abdiquei o marido dela. Ficou confuso, não? Não tem problema, eu explico. Mas para isso preciso voltar a alguns anos atrás.
Capítulo 1 – De volta as origens
[Vinte e quatro anos atrás...]
- Scott!–
correu e pulou no colo do namorado, beijando-lhe
toda a extensão do rosto.
- Amor, saudades! – sorriu contra os lábios da garota.
- Muitas, muitas, muitas! – dava beijos curtos e repetidos. – Como
foi a viagem? – perguntou descendo do colo do maior e abraçando-o
de lado. O mesmo passou os braços pelos ombros dela.
- Foi cansativa, não via a hora de chegar logo em casa e te ver. – beijou
o topo da cabeça da garota.
- Aquela cama sem você é tão imensa e assustadora. – o
ouviu gargalhar divertido.
- Exagerada, como sempre. – caminhavam em direção a saída
do aeroporto.
Scott e namoravam a mais ou menos cinco meses, eram muito felizes e não conseguiam um viver longe do outro, apesar do pouco tempo de namoro, mas isso se resumia um uma palavra: sexo. Scott tinha uma banda chamada ‘Good Lips’. A banda era formada Scott, Charles, Jason e ; vocal, baixo, bateria e guitarra respectivamente. e Charles faziam o backing vocal. A GL fazia sucesso no Reino Unido, naquela ocasião, a banda acabara de chegar de uma mini-turnê pela Irlanda e País de Gales.
Scott chegara três vôos mais cedo, pois queria matar logo a saudade da namorada e evitar a confusão de fãs que estaria dali a algumas horas. Os dois rumaram para o apartamento de o mais rápido possível. Não perderam tempo, por onde passavam deixavam as roupas pelo chão, caminharam às cegas até o quarto da garota.
Transaram uma, duas, três, cinco vezes seguidas. Após a quinta vez resolveram descansar. Cinco horas de um bom sono, já estavam se amando novamente. Passaram o dia assim, se amando. Tudo estava perfeito, e nada poderia estragar. Bem, era o que pensavam. Quando era mais ou menos meia noite e meia, acorda com barulho do telefone.
Tapou a cabeça com o travesseiro a fim de esquecer o barulho do telefone e voltar a dormir, mas quem estava do outro lado da linha não desistiria tão cedo, pois era a quarta vez consecutiva que ligava.
se mexeu devagar para não acordar Scott que dormia com a cabeça apoiada em seu peito, consegui sair de baixo de Scott e andou devagar até o telefone, o ouviu murmurar ‘Volta pra cá’ ela disse que iria atender e já voltaria para cama. Ele voltou a dormir e virou as costas para a garota. Pegou o telefone dentro da calça e olhou a bina com dificuldade, pois a luz era muito forte. Encarou por alguns segundos o visor luminoso e só depois conseguiu ler o que o mesmo dizia. ‘ ’.
- Não acredito,
. – falou atendendo o telefone– Você viu
que horas tem? – murmurou.
- Vi, mas o que eu tenho para falar é mais importante. – falou
com a voz chorosa.
-
, você está chorando? – perguntou preocupada.
- Não, mas estou quase lá. – fungou. – Tem como vir
até aqui? – fungou mais uma vez.
- Claro, chego aí em um minuto. – desligou o telefone após
ouvir ‘Vem rápido’ da amiga.
A garota colocou a primeira roupa que vira na frente, pegou as chaves do carro e saiu em disparada. Sem querer deixou a porta da frente bater. Com certeza, pensou, o Scott acordou. Não teve a paciência de esperar o elevador, descer os cinco lances de escada correndo. Chegou na garagem do edifício ofegante e cansada, apertou o alarme do carro e entrou no mesmo rápido. Cantou pneu e saiu da garagem, deixando uma marca preta no chão.
Ela não sabia explicar, mas conseguiu chegar ao outro lado da cidade em apenas dez minutos. Praguejou mentalmente por não morar mais perto dela, e não fora por falta de pedido por parte de . Bateu na porta da casa da amiga, não demorou muito e viu uma cabisbaixa. Por impulso abraçou a amiga.
espantou-se com o ato, mas abraçou fortemente . Descansou a cabeça na curva do pescoço da garota. Suspirou profundamente. Não sabia se deveria contar, mas era sua amiga, e não poderia fazer isso. Separou-se do abraço, e fechou a porta. Guiou a outra até a sala, a fez sentar no sofá. Sentou-se em frente da mesma na mesinha de centro.
- Olha,
, eu juro que não queria isso. Mas não teve como
evitar. Eu quero que você me perdoe, a culpa não foi dele, foi
minha e...–
começara, mas fora interrompida por
.
-
, seja direta. – a olhou curiosa e impaciente ao mesmo tempo.
- Eu ‘to gostado do Scott. – mordeu os lábios e ficou
estudando os movimentos da amiga.
estava com os olhos perdidos em algum ponto
da sala. – Diz alguma coisa. – falou nervosa após alguns
minutos de silêncio.
- Você o ama? – perguntou a encarando.
- Amo, mas o que isso tem a ver? – perguntou receosa.
- Fique com ele. – sorriu meiga.
- Como assim? Você não vai me chamar de traira, fazer um escândalo
ou algo parecido? – perguntou surpresa.
- Não, minha relação com o Scott não era muito
boa, era basicamente sexo. Eu não o amava, e ele merece uma pessoa que
o ame. – pegou as mãos da amiga. – Promete que vai
cuidar bem dele? – acariciou as mãos dela com o polegar, a olhava
com carinho.
- Você está abrindo mão do seu namorado por mim?–
estava com os olhos marejados, não esperava essa reação
da outra.
- Estou. – beijou as mãos da amiga. – Mais cedo os mais
tarde eu teria que fazer isso, estou viajando para Harvard, consegui me transferir
de Oxford. – sorriu.
-
.–
a abraçou emocionada.
e ficaram conversando por um tempo, mas começou a bocejar e a outra percebeu que já estava realmente tarde. Despediram-se. não estava entendo a sua reação, ela não era de abrir mão das coisas tão facilmente e ainda mais de um namorado, ou como costumava dizer, um bom sexo. Mas percebeu que realmente gostava de Scott e seria o melhor para os dois.
Os dias passaram rápido, e logo chegara o dia da partida de para a América, estavam todos no aeroporto. e Scott estavam saindo, conseguiu juntar os dois. Os três estavam felizes, por ver a melhor amiga e o ex-namorado juntos e os dois por estarem juntos. A garota despediu-se dos pais, irmãos e amigos. Prometeu que ligaria sempre que desse, e nunca esqueceria seus familiares e amigos. Partiu rumo à Harvard, América e para uma vida nova.
Capítulo 2 – Adeus América; Olá Europa
[Sete anos depois...]
- Nem acredito que estou de volta. –
falou inspirando lentamente o ar gélido da sua cidade Natal.
-
! – ela escutou um grito estridente, não precisou se virar para
saber quem era. – Você mudou amiga. –
falou ofegante parando na frente da mulher.
- Você também mudou. Você nunca foi de fumar. – apontou
para o cigarro na mão da outra.
- Eu sempre fumei, mas não deixava você ver. Sabia que ia brigar
comigo. – tragou o cigarro.
- Sua safada. – deu um tapa no braço da amiga. – Me escondendo
as coisas. – fingiu estar magoada.
- Boba! – mostrou a língua. – Me dê um abraço. – esticou
os braços.
Abraçaram-se e caminharam até a saída, na entrada do aeroporto Scott esperava no carro junto ao filho. colocou as malas no porta malas com a ajuda de Scott e sentou-se atrás junto com um menino de aproximadamente sete anos. Ele era lindinho, tinha os cabelos escondidos por uma toca. Olhos extremamente . Sorriu para o pequeno, recebendo um sorriso faltando alguns dentes. Apertou levemente o nariz da criança, fazendo-a fazer uma careta engraçada. Riu com isso, fazendo-a rir junto.
- Qual seu nome? – perguntou sorrindo.
-
, e o seu? – mostrou seu sorriso desfalcado.
-
. – estendeu a mão.
- Nome engraçado, eu posso te chamar de tia? – perguntou mexendo
no seu brinquedo do transformer.
- Não gosto. – fez uma careta. – Me chame de
. – sorriu.
- Certo. – mostrou mais uma vez seu sorriso incompleto.
- Onde o papai e mamãe foram? –
perguntou olhando para fora do carro.
- Boa pergunta. –
correu os olhos pelo local, mas não os encontrou. –
, fique quietinho aqui, ‘ta bom? – viu o menino balançar
a cabecinha.
saiu do carro e andou cerca de cem metros, mas sempre olhando para trás para ver se o carro continuava no lugar com o menino dentro. Viu e Scott vindo ao longe, Scott estava com a boca manchada de batom e ajeitava os cabelos.
- Bonito, não? – colocou as mãos na cintura e bateu os
pé. O encarava com reprovação.
- Não fizemos nada. –
falou rapidamente.
- Scott? – o encarou estreitando os olhos.
- Foi ela que me agarrou e falou para irmos ao banheiro. – disse nervoso
- Scott. –
bateu no braço dele. – Era para ficar quieto. – bufou.
- Pervertidos. –
disse antes de gargalhar. – Vamos, quero logo chegar em casa e descansar. – se
meteu entre o casal e passou o braço pelos ombros deles. Caminharam
até o carro.
- Demoraram. –
falou.
- Seus pais, pequeno, seus pais. –
falou rindo.
-
, não dê ouvido a ela. –
falou.
- Ela é legal. –
sorriu.
- Se ferrou. –
deu um pedala na amiga.
- Mereço. –
bufou.
Scott somente ria junto com ouvindo a discussão de com . Foram até o antigo apartamento de assim. reclamando de um lado e rebatendo do outro, era engraçado ver. ficava irritada com dificuldade, mas sabia exatamente o que falar para ver a amiga dizendo ‘ , se você não calar a boca agora, eu vou soltar meu cinto e te morder, eu ‘to falando sério.’
O casal deixou a mulher em frente ao apartamento da mesma, despediram-se com beijos e abraços apertados. apertou de novo levemente o nariz de , fazendo o pequeno entortar a boca e o nariz em uma careta. e os pais do menino riram. Cada um seguiu seu caminho. antes de chegar a Londres pediu que contratasse um arquiteto para reorganizar o apartamento dela. O homem desenhou moveis e escolheu cores para as paredes, em um mês estava tudo pronto. No dia anterior a sua chegada, contratou uma diarista para limpar o imóvel.
gostou muito da nova cara de seu antigo apartamento, estava muito bem arrumado e tudo estava bastante acessível. Foi olhando cômodo por cômodo para saber como estava. Surpreendia-se a cada porta aberta. Chegou finalmente a seu quarto. Tinha uma cama king size com lençóis brancos e na ponta tinham claves de sol azul marinho bordadas. Com certeza, pensou, foi a que escolheu essa colcha.
Deixou as malas perto da cama e notou que aos pés dela tinha uma pantufa branca, na sola tinha uma clave de sol. Sorriu ao ver. Caminhou até o banheiro da suíte, era todo em mármore branco e as paredes brancas e com detalhes em azulejo. Tinha um enorme espelho. As toalhas eram azuis marinhos e todas iguais às colchas, todas com claves de sol bordas, mas no caso das toalhas, claves brancas.
Viu uma banheira no canto do banheiro, caminhou até lá e abriu a torneira regulando a temperatura da água. Passou as mãos molhadas na calça a fim de secá-las e foi até a pia pegar os sais de banhos que ali se encontravam. Jogou o sal calmante, composto de óleo de essenciais de hortelã pimenta, ylang-ylang, camomila e óleo de girassol. Era o seu favorito.
Deixou a banheira enchendo e voltou ao quarto. Abriu uma das malas e foi colocando as roupas sobre a cama. Botou a mala vazia encostada na parede e foi pondo as roupas no grande armário branco, a porta rolava sobre trilhos e o vidro dela era fosco, parecido com o vidro do boxe do banheiro. Hora ou outra ia até o banheiro para ver se a banheira já estava cheia.
Ficou arrumando o armário por mais ou menos vinte minutos, quando ouviu um barulho de recipiente quase cheio e correu até o banheiro. A banheira está quase transbordando, fechou o registro rápido. Despiu-se e tomou uma ducha antes de entrar na banheira. Colocou lentamente os pés dentro da mesma e por fim o corpo inteiro. Encostou a cabeça na curva acolchoada que tinha na extremidade da banheira.
Apertou um botão onde estava escrito ‘Hidromassagem’ e
selecionou a potência baixa. Sentiu jatos de água nas costas,
coxas e laterais. E sentia seu pescoço sendo massageado com pequenos
movimentos circulares. Como se embaixo daquela curva, estivessem várias
bolinhas. Fechou os olhos aproveitando para enfim relaxar.
Capítulo 3 – Hormônios
a flor
da pele.
[Nove anos mais tarde...]
-
, meu filho, atende a porta. É a
.–
falou deitada na espreguiçadeira.
- ‘Ta, mãe.–
resmungou, falou um ‘Já volto’ para os amigos com
que estava conversando na mesa que tinha perto da piscina.
- Bom dia,
.–
falou dando dois beijinhos no garoto. Um de cada lado da bochecha. – Onde
sua mãe ta? – perguntou entrando na casa.
nada dizia, somente reparava no corpo da mulher que estava mais a sua frente, apesar dos trinta e quatro anos de bagagem, continuava com o corpo em forma e muito bem cuidado. E não era daquele momento que percebera isso, fazia uns três meses que começara a reparar na amiga da mãe. Isso aconteceu, quando ele acidentalmente entrou no quarto da mãe e a encontrou apenas de trajes íntimos, ela não o viu. Mas os cinco segundos que ele a viu semi-nua fora suficiente para se trancar no banheiro por três horas consecutivas.
-
! – o grito da mãe o acordou do transe. – Saudades,
amore.
- Também estava. – ele foi andando até a piscina.
- Vamos, tire essa roupa e venha se bronzear, não é todo
dia que temos um sol de trinta graus.–
falou passando o bronzeador nas pernas muito bem depiladas. Os meninos que
estavam na mesa pararam de fazer o que faziam para olhar esse movimento da
mulher.
-
, se sua mãe me desse bola. Juro que não a deixava na mão–
falou divertido.
- Antes que eu me esqueça, avise a sua mãe hoje não poderei
visitá-la. Tenho que me recuperar da noite passada, sua mãe é insaciável.–
rebateu rindo,
fechou a cara na hora e arrancando gargalhadas dos três ali.
- Gente, prestem atenção na amiguinha da mãe do nosso
querido
.–
falou admirado
tirou os chinelos que calçava e os colocou perto da sua espreguiçadeira, tirou a blusa vermelha que usava, mostrando um biquíni azul com detalhes em amarelo, verde e rosa. Sua parte superior tinha as tiras um pouco largas, fazendo com que seus seios parecessem maiores.
Os garotos somente olhavam seus movimentos comendo-a
com os olhos, se não estivessem sobre os olhares de outras pessoas,
estariam se tocando naquele momento.
jogou a camisa sobre a espreguiçadeira, e começou a tirar o short.
Para os garotos, aquilo estava sendo excitante e todos pareciam ver em câmera
lenta. Tirou por fim o short e os jogou sobre a cadeira também. [biquíni].
Caminhou até o chuveiro que tinha perto da piscina, ligou o chuveiro e entrou embaixo da água que saía do mesmo. Foi entrando aos poucos reclamando o quão quente estava, mas conforme o tempo foi passando a água foi ficando morna quase fria. Uma temperatura ideal para o calor daquele dia. Depois da ducha, desligou o chuveiro e andou até a piscina. Posicionou-se em frente a mesma e deu um pulo, nadou por baixo da água e depois emergiu dando poucas braçadas e encostando na outra borda. Mergulhou e olhou para o lado, cruzando com o olhar de . Sorriu para o garoto.
- Olá garotos. – caminhou até a
borda, apoiou os braços na borda e a cabeça nas mãos. – Não
vai me apresentar seus amigos,
?–
sorriu para o garoto que a encarava.
- Claro. – disse tentando não gaguejar. – Esses são
,
e
– apontou respectivamente para cada um,
sorriu para todos. – Caras, essa é a
.
- Prazer meninos. – sorriu.
- O Prazer é nosso.–
falou.
-
, telefone.–
trazia o aparelho em uma mão e uma toalha em outra.
- Quem é? – perguntou saindo da piscina. Ajeitou o biquíni
que saíra da posição inicial devido o movimento feito,
mas nada que mostrasse alguma coisa comprometedora. Mas o bastante para alimentar
as mentes dos quatro adolescente que presenciavam essa cena.
- Jason.–
olhou no visor e disse indiferente.
soltou um gritinho abafado e deu pulinhos felizes.
- Atende antes que ele desligue,
.–
se enxugava às pressas.
- Alô, Jason, espera só um minutinho que a
já atende.–
sorriu involuntariamente ao ouvir a voz do outro lado.–
.–
tapou o bocal do celular a fim de que Jason não ouvisse o que falaria. – A
voz desse homem é perfeita. Céus! Quase tive um orgasmo. – falou
divertida.
- Mamãe!–
a encarou feio.
- O que é, moleque? Vai brincar de boneco lá na sala com seus
amiguinhos, vai. – falou o empurrando.
- Eu não tenho mais cinco anos, mãe.–
cruzou os braços emburrado, os outros três somente riam da situação. – Já tenho
quinze, poxa.
- Você vai continuar sendo meu bebê. – apertou as bochechas
do filho, que saiu bufando para dentro da casa com os amigos gargalhando ao
encalço.
- Me dê.–
pegou o telefone da mão da amiga. Respirou fundo e atendeu. – Jason,
que surpresa.
Capítulo 4 – Não é mais uma atração hormonal, agora rola sentimentos.
[Quatro anos mais tarde...]
- Ash, eu não quero ir ao shopping com
você, mas que saco.–
já estava irritado com a garota a sua frente.
- Mas eu quero ir, você é meu namorado e tem que me acompanhar. – Ash
dizia com seu tom de voz estridente e muito, muito irritante.
- Então resolvo esse problema, acabou, garota, acabou.–
virou as costas e ignorou os gritos da morena.
caminhava sem olhar para frente, encarava seus tênis pensativos, como uma pessoa poderia ser tão fútil ao ponto de deixar a mãe doente em casa para não perder uma liquidação de uma loja qualquer no shopping? Ele estava cansado de garota imaturas e fúteis como as que ele saia. Queria uma mulher que o entendesse e não ficasse com ciúmes bobos para cima das amigas dele.
Automaticamente a imagem de viera a sua mente, ela era uma mulher bem sucedida e passava confiança no olhar, sorriu involuntariamente ao lembrar-se do sorriso da mulher. Balançou a cabeça querendo tirar aqueles pensamentos, não poderia ter algum tipo de relacionamento. Primeiro que eram dezenove anos de diferença, segundo que ela era certinha de mais para namorara um garoto como ele, e o terceiro e mais importante. Ela era, nada mais, nada menos, que a melhor amiga de sua mãe. Como não estava percebendo por onde andava, acabou esbarrando em duas pessoas que passavam por ali.
- Desculpa. – Falou recolhendo as sacolas
que se espalharam no esbarram.
-
?–
perguntou. – Eu não te dei educação não?
Onde já se viu andar de cabeça baixa? E se fosse uma pessoa idosa?–
batia o pezinho com as mãos na cintura, olhava o filho indignada.
-
, deixe o garoto.–
levantou a cabeça do mesmo, pois estava abaixada enquanto
dava-lhe um sermão. – Estamos indo ao shopping, quer vir? – perguntou
educada, sem deixar de sorrir.
- Não incomodo? – tentou não mostrar a felicidade, ela o
convidou para ir ao shopping.
- De maneira alguma.–
passou a mão sobre os ombros dos dois ali, arrastando-os até o
shopping.
reclamava coisa como ‘Moleque mais mal educado, puxou o chato do pai. Onde já se viu?’ E não sabia o que fazia com a mão, se colocava na cintura de ou no bolso, resolveu pôr no bolso. Não corria perigo de levar um tapa bem dado no rosto. Apesar de estar com duas mulheres e ter ido a várias lojas, estava adorando a companhia da mãe e de . Não que a partir daquele momento sairia sempre com as mesmas, não, de maneira alguma.
- Olha essa blusa.–
pegou uma blusa cor de rosa. – Céus! Só falta vir escrito. ‘Me
coma’–
e
riram do comentário.
- Olha essa. – pegou uma lilás. – ‘Sou virgem’ – os
três gargalharam.
- Amiga, olha esse vestido.–
viu um vestido vermelho na arara. – Perfeito. – pôs a peça
em frente ao corpo.
- Experimenta.–
virou a amiga para frente do espelho e colou as laterais do mesmo ao corpo
dela. – Acho que vai ficar certinho.
- Vou experimentar, já volto. – colocou as sacolas perto do banco
de
– Vigia pra mim? – pediu mordendo o lábio.
- Aham. – disse olhando diretamente para boca dela. Ouviu um ‘Obrigada’ e
a acompanhou entrar na cabine com os olhos.
ficou cerca de cinco minutos dentro da cabine, anunciou que estava saindo e ficou fazendo suspense para sair da cabine, acabou se irritando e soltou ‘Ou sai agora ou eu vou aí e te arranco a força.’ Saiu por fim.
- O que acharam? – Perguntou dando uma voltinha.
estava entortando-se para conseguir ver a mulher, pois sua mãe estava na frente e impedia a visão. Assim que viu com aquele vestido vermelho cintilante [cor e modelo (imagine esse vestido na altura da coxa e vermelho)] que ia até a metade da coxa. – Era justo no busto e ia se abrindo, ficando mais solto. Nas pernas ficava completamente solto, bastante confortável – seu queixo caiu, não só o queixo como ele. Como estava torto e ficou paralisado com a imagem, acabou caindo.
- Pamonha.–
deu um tapinha na testa e olhou para o filho torto no chão.
- Coitado,
. – andou até o rapaz. E abaixou-se perto dele – Você está bem? – jogou
a franja dele para o lado, a fim de ver seus olhos. Ele fechou os olhos com
esse movimento.
- Sim, só foi um susto. – levantava-se devagar e com vergonha,
muita vergonha.
- Da próxima vez vê se tranca a bunda na cadeira.–
deu um leve pedala na cabeça do filho.
-
, você é uma péssima mãe. – deu um tapinha
no braço da amiga e esfregou o local que
acertou na cabeça de
. – Passou? – disse parando de esfregar o lugar.
- Não, ainda doe um pouco. – disse fingindo inocência.
Ele já estava acostumado com os tapas da mãe, mas queria aproveitar o carinho por mais um tempo. Ele sentia a ponta dos dedos das mãos formigando, calafrios percorriam sua espinha e borboletas no estômago. Se ela fizesse isso há três ou quatro anos atrás, com certeza já estaria excitado e procurando um banheiro urgentemente. Mas naquele momento ele percebeu que esse turbilhão hormonal passara. Ele, naquele momento, estava entrando em outra fase, digamos assim. Uma fase muito mais difícil e complexa que a anterior. Ele entrara na fase do amor.
Capítulo 5 – O garoto cresceu[Três anos mais tarde...]
- Não, você não está tendo pensamentos impuros com o filho da sua melhor amiga.– dizia para si mesma, bem baixinho.
Fechou os olhos, respirou bem fundo e os abriu lentamente. Sorriu por um momento por ter tirado a imagem de somente de bermuda na sua frente de seus pensamentos. Mas quando mirou sua atenção para o chuveiro da piscina quase correu para a cozinha para tacar gelo nas costas. Era como se estivesse em câmera lenta. Ela via a água percorrer a extensão do peitoral bem definido do garoto. Acompanhava suas mãos deslizando pelo peito nu. Estava hipnotizada. O viu caminhar até a piscina e pular de qualquer jeito. Riu de como ele pulara engraçado. Pela primeira vez em anos, ela percebeu que cresceu. E já era um homem.
-
, você quase apagou a churrasqueira, preste mais atenção
da próxima vez. – Scott resmungou.
- Desculpa, pai. – falou divertido.
-
, seus amigos chegaram.–
gritou da cozinha.
- Manda entrar, mãe. – gritou em resposta.
- Piscina!–
jogou sua camisa para o ar e pulou na piscina de bermuda. O chinelo largara
na sala dos
.
- Mal educado como sempre.–
balançou a cabeça em reprovação. – Tudo bem,
? – caminhou até a mulher e beijou-lhe as duas bochechas.
- Sim, e você? – sorriu.
- Bem melhor agora. – sorriu de lado.
- Que bom... Acho. – falou incerta. – Oi,
. – sorriu para o rapaz que vinha em sua direção sorridente.
- Olá. – deu um beijo bem demorado em uma das bochechas. – Tudo
bem? – perguntou piscando algumas vezes.
- Hey, quem dopou a criança?–
perguntou levantando uma sobrancelha.
-
.–
apontou o amigo que se fazia de vítima.
- Você e suas brincadeiras,
. Um dia esse garoto acaba passando mal. O que deram dessa vez?
- Eu o fiz misturar tequila com vinho e whisky. – sorriu orgulho de sua
proeza.
- Loucos.–
riu.–
, o que está fazendo? – perguntou vendo a amiga sacudir uma coqueteleira.
- Orgasmo.
- Céus! Faz tempo que não bebo orgasmo. – correu a tempo
de roubar o copo da amiga e ingerir tudo de uma vez. – O melhor de todos,
deu até calor. – abanou-se.
- O meu é melhor.–
comentou pervertido.
- Pervertido.–
deu um tapa na cabeça de
.
- Você pensou o mesmo,
. Nem vem. – devolveu o tapa.
A manhã passou calma, assim como o resto do dia. Todos ficaram conversando até o cair da noite. , Scott , e seus amigos foram convidados por a irem à festa de inauguração do novo escritório de . A empresa dela comprara um enorme prédio comercial no centro de Londres. foi para seu apartamento arrumar-se, ela teria que chegar na festa mais cedo, pois além de colocar o nome dos seus convidados na lista, teria que resolver alguns problemas de última hora.
e Scott foram na frente. e os outros rapazes ainda se arrumavam, já passava das dez e quarenta e duas quando acabou de se vestir. Se não fosse os garotos reclamando da demora do outro, ele demoraria mais duas horas para arrumar o cabelo. Dividiram-se em dois carros, não pensavam voltar daquela festa sozinhos. E ir oito pessoas em um carro somente não era uma boa idéia.
Apesar de ser uma empresa de advocacia, tinha muitas estagiárias em torno dos vinte e vinte cinco anos. O tema da festa era baile de máscaras, na entrada, cada convidado recebia uma máscara que tapava a região dos olhos. [máscara] A boate onde acontecia a festa estava toda iluminada e o som era alto. Eles deram seus nomes para o segurança, e entraram. Depararam-se com uma enorme pista de dança, globos iluminados, gente jovem; e em alguns cantos, mesas com pessoas de aproximadamente quarenta anos conversando e fumando charutos ou bebendo whisky. As garçonetes estavam vestidas de colombina e os garçons de pierrô.
- Cara, a amiga da sua mãe sabe como dar
uma festa.–
comentou perto do ouvido de
, pois o som estava alto.
- Por falar em minha mãe, hoje eu quero ficar bem longe dela.–
andou em direção ao lado contrário da mesa de seus pais.
- O que vão querer? – uma colombina perguntou, assim que os garotos
sentaram a mesa.
- Sex on the beach.–
falou.
- Cuba libre.–
pediu.
- Snapdragon–
disse.
- Strawberry Dawn–
disse por fim.
- Já trago. – a garçonete saiu, logo sumindo por entre
as pessoas ali.
As bebidas logo chegaram, e com ela muitas outras. Os garotos já estavam alegres, mas ainda conseguiam fazer o quatro com as pernas sem cair. estava rindo de alguma coisa idiota que acabara de dizer, desviou seus olhos para a escada. Uma silhueta feminina descia a mesma bem devagar, segurava no corrimão para não cair. Talvez estivesse bêbada, ou apenas estava preocupada em não cair com aqueles saltos enormes.
estava com a impressão que conhecia aquela mulher de algum lugar, já tinha visto aquele sorriso antes. Levantou-se arrancando olhares curiosos dos seus amigos, caminhou até o pé da escada e pode ver melhor quem descia.
-
. – falou feliz.
- Como sabe que sou eu,
? – ele perguntou confuso.
- Seus olhos são inesquecíveis.–
falou admirando os belos olhos do rapaz. ‘O que eu estou dizendo?,
pensou, isso só pode ser o mambo five.’
- Obrigado. – sorriu abertamente. – Quer dançar? – apontou
para a pista de dança.
- Creio que não sou uma boa campainha, faz anos que não danço. – sorriu
simpática.
- Vamos, eu também não danço. – estendeu a mão
para ela.
- Promete não pisar no meu pé? – mordeu o lábio
inferior.
- Só se você prometer não pisar no meu. – sorriu.
- Prometo. – pegou a mão dele.
Ele a guiou até a pista de dança, para sorte dela, estava tocando uma música antiga que costumava tocar nos tempos de escola dela, apesar de já ter mais de quarenta anos na bagagem, dançava bem e lembrava dos passos que fazia na adolescência. Dançou até seus pés dizerem chega e seu diafragma ‘gritar’ por socorro. como disse, não sabia dançar e inventada passos estranhos e engraçados. Fazendo-a rir até chorar.
-
, eu nunca me diverti tanto em minha vida. – falou recuperando o fôlego.
- Quando quiser, estou a seu dispor. – fez uma referência exagerada.
- Engraçadinho. – riu. – Céus, eu amava essa música.–
falou após ouvir os acordes de Every Breath You Take.
- Não seja por isso.–
chegou perto dela e aproximou seus corpos.
Ela passou os braços pelo pescoço dele e ele, por sua vez, pôs as duas mãos na cintura dela. Ela cantava a música baixinho de olhos fechados, como se estivesse lembrando de algo. sentia arrepios percorrerem toda a extensão da coluna dele. O fato de estar com o corpo colado ao dela, e a ouvir cantando baixinho em seu ouvido, para ele era surreal.
Sentiu uma das mãos dela acariciarem os cabelos da sua nuca, fechou os olhos aproveitando o toque. A música parecia que não acabava, e eles nem queriam que acabasse. Estava bom, e sair daquele posição não os agradaria. Sua mãe às vezes cantava essa música enquanto estava fazendo alguma coisa em casa, e quando criança ouvia cantando bastante. Já sabia a música de cor e salteado.
cantou a primeira parte do refrão com a boca encostada na orelha de . A mulher percebeu a indireta e arrepiou-se. Foi desgrudando-se aos poucos dele, já podiam se encarar. Ela tirou a máscara dele lentamente. Mais uma vez ficou perdida em seus olhos. Percebeu que ele a encarava com um brilho no olhar. Naquele momento ela percebeu que aquele olhar tinha um sentimento. Aquele olhar continha algo a mais, muito mais que carinho e admiração. Aquele olhar continha amor.
-
... – ela começou, mas fora interrompida.
-
, por favor, não diga nada. – ele aproximou seu rosto do dela.
ficou paralisada, a cada segundo ele estava mais próximo. Em questão de milésimos, seus lábios já estavam selados. Por impulso ela fechou os olhos e entreabriu a boca, dando passagem para a língua dele tocar a sua. Quando se tocaram, ambos sentiram um arrepio percorrer a espinha.
levou uma mão até a nuca dela, puxou levemente seus cabelos da nuca, mais arrepios percorreram o corpo de . O beijo estava calmo e ritmado. Estavam em perfeita sintonia. A música que tocava era uma mais agitada, mas para eles era como se naquele momento o mundo tivesse parado e só tinha os dois ali no meio de um salão vazio e silencioso.
O beijo durou cerca de cinco minutos, separam-se entre selinhos. Um encarava o outro, tinha um sorriso enorme nos lábios, sonhara com aquele beijo por anos. Somente Deus sabia disso. o encarava com um olhar indefinido, talvez culpa, talvez arrependimento.
-
, o que fizemos foi errado. – suspirou. – Você é apenas
um garoto, não está certo. – tocou os lábios.
-
, eu sonhei com isso por anos. – tocou a face dela com as costas da mão,
alisava-a. – Eu não sou mais um garoto. Já tenho vinte
e dois anos, e sou vacinado. – roçou seu nariz no dela.
- Por mais que você já tenha a maioridade, você é filho
da minha melhor amiga. Você poderia ser meu filho,
.–
desesperou-se.
- Isso pouco me importa – deu um rápido beijo nela. – Eu
te amo, e isso não pode ser esquecido.
-
, você... Esquece.–
virou as costas e saiu andando por entre as pessoas que ali se divertiam.
Ela estava tentando processar o que acabara de acontecer com . Como assim o filho da melhor amiga dela a amava? Como assim eles se beijaram? Como assim que quando ele a beijou, borboletas fizeram festa no estômago dela? Não estava certo, ela não poderia estar amando . Não poderia mesmo. Ou poderia?
~*~Depois daquele beijo a minha vida nunca mais foi a mesma, eu tentava de qualquer forma tirar aquela noite da minha cabeça, mas era tudo em vão. A todo o momento a voz dele ecoava na minha cabeça dizendo ‘Eu te amo’. Eu evitava o máximo ir à casa da . Encontrava-a no shopping ou outro lugar público qualquer. No começo ela estranhou que eu não ia mais a casa dela, pois antigamente eu não saia de lá.
Mas dei uma desculpa dizendo que era mais prático para mim encontrá-la no centro da cidade, pois era mais próximo do meu escritório que na casa dela. Ela pareceu engolir a seco a história, eu sabia que ela estava com uma pulga atrás da orelha. E como ela não conseguia ficar curiosa, em um de nossos passeios pelo centro de Londres ela perguntou se o motivo que me fez parar de freqüentar a casa dela era o Scott, e se eu estava interessada nele. Quando eu ouvi isso, eu quase me joguei no chão de tanto ri. Posso dizer que meu pâncreas ficou dolorido de tanto que eu ri.
Ela me encarava como se eu fosse uma anormal, e quando as pessoas passavam e olhavam para meu pequeno ataque de risadas e para ela, a mesma dizia: ‘Eu não conheço essa louca’ enquanto balançava a cabeça negativamente. Acho que fiquei uns dez minutos rindo, aos poucos fui voltando ao meu normal e voltamos a andar.
Ela ficou sem falar comigo por cerca de três minutos. É, ela não agüentou ficar calada. Voltamos a conversar normalmente, disse que não era por causa do Scott era por causa de outra pessoa, e bem mais jovem. O rosto dela pareceu se iluminar e ela falou ‘Você está interessada num dos meninos, acertei?’ Eu balancei a cabeça e quase por um impulso não sou soltei ‘É, e pelo seu filho para ser mais específica.’ Mas foi por pouco mesmo, eu odeio omitir fatos. Ainda mais pra , minha amiga de anos e mais anos.
Depois dessa minha conversa com a , e acredite, ela ficou feliz por eu ter me interessado por um garoto mais jovem, e completou que se não fosse casada, ficaria com um dos meninos. Para ser mais exata o , 'Porque ele é bonitinho e a sua bunda é pegável’'. Certo, minha amiga é uma pervertida, fato.
Fiquei três meses sem freqüentar a casa da , e isso já estava me afetando. Aquela era minha segunda casa praticamente, a primeira era meu escritório. Eu mais vivo nesses dois lugares que no meu próprio apartamento. Em uma noite chuvosa, me convidou para comer fondue na casa dela. Como o filho dela tem uma banda e estava fazendo sucesso pela Inglaterra, presumi que estava fazendo turnê e então aceitei o convite.
Como havia pensado, eles estavam em turnê. Respirei aliviada com esse fato de ter somente eu, , Scott e Bob. Bob é o mascote dos . Um bulldog inglês, muito fofo. Tudo estava muito bem, Bob estava no meu colo e eu estava acariciando-o. e Scott estavam brigando pelo último pedaço de morango e eu assistia a cena rindo.
Para não ter mais brigas, eu dividi o morango ao meio. Comeram felizes e voltou a paz àquele lar muito acolhedor, como ainda tinha chocolate no aparelho. O casal decidiu sair em busca de mais morangos, eu fiquei na casa. Estava brincando com Bob quando escutei um barulho de carro parando em frente a casa, eu pensei que fosse . Então não dei muita atenção, continuei brincando com o bulldog.
- Mãe, cheguei.– gritou.
Eu simplesmente travei, Bob saiu correndo até a porta de entrada latindo. Pude ouvir um ‘Hey, garoto.’ E passos pelo corredor, eu pensei em me esconder atrás das cortinas ou do sofá, mas achei a idéia muito ridícula e preferi encarar a lareira que estava acesa, rezando para que ele não percebesse minha presença. Bebi um pouco do vinho em minha taça - para não dizer que bebi a taça cheia de uma vez só.
- Oi? – perguntou confuso. – Será que eu entrei na casa errada? – ele coçou o queixo. – Não, definitivamente não. Seria muita coincidência ter dois bulldogs com olhos coloridos. – riu da sua conclusão. – Eu conheço você? – se aproximou.
Como eu estava com o cabelo na frente do meu rosto, pois estava olhando a lareira. E os mesmos estavam avermelhados, não estava forte. Estava um vermelho discreto, muito lindo por sinal. Virei o rosto lentamente e coloquei os cabelos atrás da orelha, dando uma visão melhor do meu rosto. Não era pra eu ter feito isso, pois estava vermelha de vergonha. Sentia meu rosto queimando. Mas quando eu fico com vergonha, eu tenho a mania de colocar os cabelos para atrás da orelha.
- Desculpa, eu não ter te reconhecido, . Você está diferente, está muito mais bonita. – sorriu alegre, sentando-se na minha frente.
Deixa eu explicar a posição dos lugares, na sala da tinha uma mesa de centro e em frente a mesma tinha uma lareira. Sobre a mesa de centro estava o aparelho de fondue, e envolta dela tinham várias almofadas para sentar.
- Fondue de quê?–
perguntou.
- Era de morango, mas seus pais comeram praticamente tudo e saíram para
comprar mais. – disse evitando contato visual.
- Mas tem morango na geladeira.–
levantou-se e voltou depois de alguns minutos com os morangos devidamente lavados.
- Então eles estão em algum motel se agarrando. – falei
rindo. Isso era típico da
, sumir com o Scott e só aparecer horas depois com as roupas amassadas
e os cabelos bagunçados.
- Certo, se não pararmos com esse assunto vou ter indigestão.
Sabe, não é legal imaginar meus pais transando.–
fez uma careta e sentou-se ao meu lado. – Primeiro as damas. – entregou-me
um morango espetado.
- Obrigada. – sorri tímida, molhei o morango no chocolate e dei
uma mordida no mesmo. – Sua mãe faz o melhor chocolate do
mundo,
. – falei com os olhos fechados e mastigando bem devagar. Minha amiga
sabe como conquistar qualquer um pelo estômago.
- Minha mãe é uma cozinheira e tanto, por que você acha
que eu estou sempre aqui na hora do almoço e jantar? – levantou
uma sobrancelha e riu.
- Espertinho, não? – comi mais um morango.
O clima entre nós não era um dos piores, mas também não era um dos melhores. Riamos, conversávamos, mas sempre vinha um silêncio constrangedor para separar a atmosfera agradável. Mas sempre era quebrado por alguma frase aleatória de .
- Ta sujnho aqui,
. – passei um guardanapo de pano no local sujo, limpando-o – Prontinho. – sorri.
- Okay... – ele passou o dedo no morango com chocolate e levou a minha
boca, lambuzando-me. – Ops, que desastrado sou. Deixa que eu limpo.
Passou a língua por seus lábios a fim de umedecê-los, aproximou seus lábios dos meus. Sugou levemente meu lábio inferior sujo de chocolate, aplicou uma leve mordida na ponta dos meu lábio. Causando-me arrepios, não resisti e puxei sua nuca a fim de contato labial. Nossos lábios colidiram e um beijo começou.
À medida que o tempo passava, o beijo ficava cada vez mais rápido e intenso. Senti suas mãos passeando por debaixo da minha blusa. Ele começou a jogar o peso do corpo dele sobre o meu, fazendo-me deitar no chão da sala com ele entre minhas pernas. Ele levantou minha blusa, paramos de nos beijar, levantei meus braços para facilitar seu trabalho.
Com minha blusa devidamente retirada, procurei seus lábios mais uma vez. Dava leves puxadas no cabelo da nuca dele, fazendo-o gemer baixinho. Passei minhas mãos pelo tórax dele, por debaixo da camisa, arranhava de leve a região. Ele começou a tirar a própria blusa, nos separamos de novo. Antes mesmo de ele arremessar a blusa em algum lugar já estávamos aos beijando.
Eu já sentia o volume existente em sua calça, ele foi se levantando, sem desgrudar seus lábios dos meus, e sentou-se encostando as costas no sofá e pondo-me sentada em seu colo. Ele estava preste a tirar meu sutiã quando escutamos o carro da parando em frente a casa. Encaramos-nos desesperados.
- Eles não podem nos ver. – falava
pondo minha blusa.
- Vem comigo. – pegou em meu braço e saiu puxando-me escada
acima.
Entramos no quarto dele, nos encaramos por um tempo. Ele foi chegando perto de mim e beijou-me com carinho. Enquanto nos beijávamos, ele foi me empurrando em direção a cama atrás de nós. Deitou-me com cuidado, separou seus lábios dos meus.
- Te amo. – disse olhando em meus olhos.
- Obrigada. – mordi levemente meus lábios. – Eu sei que
não era isso que você queria ouvir, mas eu realmente não
sei o que sinto por ti. Eu estou muito confusa quanto a isso, é tudo
tão errado. – suspirei.
- Eu não quero te pressionar a nada. – acariciava meus cabelos. – Mas
isso é muito importante pra mim. Eu já tentei me envolver com
garotas da minha idade, mas todas são tão fúteis e superficiais.
E você... – me encarou com os olhos brilhando. – é tão
perfeita, tão confiante e segura de si. Não me interessa se eu
podia ser seu filho, que você é a melhor amiga da minha mãe
ou o que os outros vão pensar. Eu só quero você, e ponto. – beijou
levemente meus lábios.
Depois do que ele me disse mulher nenhuma teria dúvida que o que ele sentia era amor, então decidimos ir devagar com a relação. Apesar de achar errado, eu não tinha culpa de sentir atração por ele.
E como em toda relação, existem problemas. Mas no caso de e eu, os problemas eram outros.
Capítulo 6 – Querendo ou não, o preconceito ainda existe.[Um ano depois...]
-
, eu não vou com você. Lá vai estar cheio de gente
jovem, eu não vou me sentir bem.–
falou sentada na
cama, encarava as mãos.
- Bobagem, amor. Você vai gostar, os garotos vão estar lá.
Vai ser divertido. – dizia enquanto arrumava o cabelo.
- Não vou e ponto. – deitou-se na cama.
- Amor... – sentou-se no colo dela, com uma perna de cada lado do corpo
da mesma. – por mim. – apoiou o peso do corpo sobre os braços,
deixando a mulher por debaixo.
- Não faça essa cara. – resmungou ao ver a cara que o namorado
fazia.
- Vai ser só dessa vez. – roçou seu nariz no dela.
- Promete? – o encarou séria.
- Prometo. – deu seu melhor sorriso.
- Então vamos que eu tenho que arrumar um vestido. – bateu na
lateral do corpo de
, fazendo-o sair de cima dela. – Que falta
sua mãe me faz. – suspirou pesadamente andando até o armário
e analisando suas roupas.
- Esqueça a mamãe, você tem que pensar no seu vestido.
Você vai ser a mulher mais linda de todas essa noite – a abraçou
por trás, depositando um beijinho no ombro da mesma.
A verdade é que desde que ficou sabendo do envolvimento de com seu filho, parou de falar com a mulher. Evitava ao máximo o contato com a mesma, não acreditava que ela fizera isso. Não, ela não está magoada com a outra por estar namorando seu filho. Está magoada por que não contou a ela que estava namorado com alguém fazia oito meses. Sim, vai entender a cabeça de .
escolheu um vestido preto simples, a peça ia até um pouco acima dos joelhos, tinha um pequeno decote em V na frente e atrás o decote era um pouco maior, sem deixar de ser comportado e adequado para sua idade. Colocou sandálias de salto fino, penteou os cabelos deixando-os solto. Passou uma maquiagem fraca e foi se encontrar com um impaciente na sala de seu apartamento.
- Você que insistiu que eu fosse, agora agüenta. – sorriu.
- Nossa, valeu a pena. – a pegou pela cintura. – acho que não
vamos mais a festa, nossa cama está nos chamando, vamos. – a pegou
no colo e começou a andar em direção ao quarto.
- Nada disso,
. – quando
a deitou na cama ela se levantou. – Você me
encheu a paciência para eu ir nessa droga de festa, agora nós
vamos à festa. Anda. – arrumou o vestido.
- Certo, certo.
Saíram do apartamento e foram em direção à festa. Como dissera, havia somente jovens dançando na pista de dança. O casal foi andando por entre as pessoas ali presentes, chegaram à piscina. Lá estavam e . estava se agarrando com uma morena aleatória.
-
.–
a cumprimentou. – Que bom que veio. – sorriu
simpático.
- Só vim por que o
insistiu muito. Essas festas assim não
fazem meu tipo. – sorriu.
A festa estava bastante cheia, e os garotos ficaram conversando perto da piscina. Uma hora ou outra os meninos saiam para irem à 'caça', deixando o casal sozinho. Quando os meninos voltaram de mais uma ‘caça’, o casal pediu licença e seguiu para uma parte não muito movimentada da piscina. Sentaram no banco que tinha ali e ficaram conversando, vez ou outra trocavam beijos intensos. não gostava de mostrar afeto em público, não que não gostasse dele, de maneira alguma.
Só não queria expor a relação dos dois, como era um músico famoso, a repercussão de seu caso com uma mulher mais velha correu o mundo. Ela já fora acusada de querer ganhar dinheiro à custa dele, outros já diziam que ele só estava com ela devido ao seu dinheiro. era dona de uma das empresas de advocacia mais famosa do mundo, tinha escritório em vários lugares. Ela tinha um verdadeiro império. O relacionamento era marcado por manchetes de jornais dizendo que caíra na gandaia com os amigos naquela ou na outra boate.
Eles tiveram que aprender a ter uma relação à base de confiança, lealdade e respeito. Um respeitava o espaço do outro, sem pressões ou ciúmes bobos. Claro que eram ciumentos, mas não deixavam claro para ninguém. Era sempre resolvido entre eles, sem brigas sérias. Talvez uma briguinha aqui e outra ali, mas nada que quatro paredes não resolvam
- Ora vejamos só, se não é a
nova namoradinha do
,
ou eu deveria dizer avó? – Kimberly, uma ex-namorada de
,
disse.
- Kim, vai vê se eu estou na esquina, vai.–
disse impaciente.
- Deixa,
. Ela está bêbada, não sabe o que diz.–
sussurrou em seu ouvido.
- Eu só quero saber uma coisa, como você pode me trocar pra ficar
com essa velha?– ela falava com cara de nojo. – ela tem quase
o dobro da sua idade,
. – ela estava visivelmente irritada.
- Kimberly, some daqui agora.–
não avançara na
garota, pois
o segurou pelo braço.
- Aguarde, queridinha. Um dia ele vai cansar da sua cara velha e vai voltar
pra mim. – disse antes de ir embora.
- Amor, não liga pr'aquela garota, como você disse, ela estava
bêbada e não sabia o que dizia.–
entrelaçou
seus dedos nos dela.
-
, eu quero ir embora.–
falou baixo, quase inaudível.
- Você vai por causa dela? – perguntou incrédulo. – ela
estava com ciúmes de nós, não pensa nisso. – beijou
levemente as mãos dela, procurando por contato visual, mas a única
coisa que pode ver foi uma lágrima escorrendo pelo rosto dela. – amor,
não chora. Ela estava bêbada. – levantou o queixo da mulher
com o dedo indicador.
-
, o que ela disse é verdade. Eu tenho quase o dobro da sua idade,
e quando você se cansar de mim com certeza vai cair nos braços
de alguma dessas menininhas da sua idade. – ela fitava uma árvore
ao longe. – Eu não tenho mais o corpo que tinha há vinte
anos atrás, nós não freqüentamos os mesmos lugares.
Meus amigos têm em torno de quarenta e cinqüenta anos, já os
seus têm vinte, no máximo vinte e seis. – limpou uma lágrima
insistente. – e sem contar que as garotas da sua idade são muito
mais bonitas que eu, mais legais e divertidas. – suspirou pesadamente.
-
, olha pra mim. – ela o fez. – o que você disse é verdade,
nós temos tudo para dar errado. Mas olhe para nós, estamos há um
ano juntos. Eu poderia muito bem ter procurado garotas da minha idade, mas
sabe por que eu não o fiz? - ela balançou a cabeça negativamente. – porque
eu te amo, e meu amor por você é maior que qualquer preconceito
bobo. O que me importa é te ver feliz, você não sabe como
eu fico feliz em ver pela manhã o seu sorriso doce. E como eu fico orgulhoso
de vê-la contando como fora seu dia no escritório, minha namorada é a
melhor advogada de toda a Inglaterra. Não é para qualquer um
não. – ele sorriu. – Trate de tirar essa idéia de
que você é inferior às meninas da minha idade, muito pelo
contrário. Você dá de um milhão a zero em muita
garota de dezoito, vinte anos.
- Você é tão perfeito, tem certeza que só tem vinte
e três anos? – ela riu, fazendo-o gargalhar.
- Você descobriu meu segredo, agora todos vão ficar sabendo que
eu tenho trezentos e dez anos. – balançou a cabeça, derrotado.
- Bobo! – apertou levemente o nariz dele, fazendo-o entortar a boca e
o nariz.
- Eu odiava quando você fazia isso, pra falar a verdade ainda odeio. – fez
bico.
- Desculpa, pequeno, mas você faz uma carinha tão fofinha. – deu
um beijinho na pontinha do nariz dele.
- Sabe, o garoto que faz carinha fofinha está com vontade de ir para
casa. Sabe, certa namorada está devendo uma pequena coisinha a ele. – ele
a abraçou de lado.
- Que coisinha?
- Uma coisinha que eu não posso falar, só posso mostrar. – sugou
e deu uma lambida no pescoço dela.
- Então mostre. – mordeu levemente os lábios para não
soltar um gemido.
- Somente entre quatro paredes. – sorriu maliciosamente.
Capítulo 7 – Nada de papai
e mamãe
[Três meses mais tarde...]
Era mais uma noite em que saía do trabalho tarde. Mais uma vez havia ficado presa no escritório, mas, naquele dia, ela não iria se importar muito. Já havia avisado que não chegaria cedo, pois mesmo se saísse do escritório antes do horário - o que ela sabia que não ia ocorrer - ela já tinha combinado com sua amiga, Suzan, de ir à academia dela, dançar um pouco. Como ela sempre gostava de dizer: ‘Nada melhor do que a dança para relaxarmos’
Pegou a mochila com sua roupa de dança e seguiu para a academia. Chegou lá em poucos minutos, já passavam das vinte e três horas. Ao chegar, deparou-se com John, o segurança do período noturno.
- John, tudo bem?_
falou simpática
- Tudo sim._ Falou, em seu tom informal.
- A Suzan está aí ainda?_ perguntou, ajeitando a mochila nos
ombros.
- Não, a academia está vazia. Pelo menos a ala norte. Parece
que ninguém marcou hora pra dança hoje._ ele informou bem humorado.
- Mas garanto que tem gente na ala sul. Os garotos de hoje em dia não
saem mais da sala de musculação_ ela riu distraída.
- Isso é verdade. A sala de musculação está sempre
cheia. Apesar de que, como esfriou um pouco, poucas pessoas estão aí hoje.
- Bem, então vou aproveitar essa folga, não? Deixe-me ir. A gente
se vê depois_ ela sorriu pra ele e entrou na academia, seguindo pra ala
norte, a ala com as grandes salas espelhadas de dança.
Enquanto isso,
estava no apartamento de
. Era assim, ele sempre que podia estava lá. Esperando por ela. Esperando
para tocá-la, beijá-la. Esperando por um sorriso carinhoso. Ele
estava jogado no sofá, vendo algum programa inútil de fim de
noite, enquanto pensava onde ela poderia estar.
“Ela disse que iria sair tarde, e que depois iria à academia”.
Pensou afundando ainda mais na almofada fofa do sofá. “Mas
eu quero tanto vê-la” bufou. “Quer saber” levantou-se
do sofá.
- Vou até lá_ pegou seu casaco, carteira e celular, trancou a porta do apartamento. Saiu correndo. Pegou o primeiro táxi que passou e se dirigiu à academia.
Já na sala espelhada, olhava em volta. Ela realmente gostava daquelas salas: eram grandes, com espelhos, barras de alongamento, música e um banheiro para as bailarinas se trocarem. Como ela já era experiente nas salas. Ela escolheu a ultima do corredor, a que não havia vidro para que as pessoas de fora vissem os bailarinos.
Ela escolheu a sala em que Suzan ensinava seus
alunos mais importantes, aqueles que não queriam que soubessem que
eles estavam ali.
seguiu até o banheiro e depositou sua mochila no banco de madeira.
Tirou seu vestido que
ela usava para ensaiar e procurou por sua calça leggin, a qual ela sempre colocava por baixo,
mas não a encontrou.
- Ah! Droga. Esqueci minha calça.
Ela riu da própria memória e pegou a sapatilha em sua mochila, sentando-se e colocando-a. Pegou seu porta CD e foi até a sala espelhada. Escolheu um CD com músicas ambiente. Iria fazer um alongamento antes. Colocou seu porta CD’s ao lado do rádio, aumentou o volume, foi até o outro lado da sala e começou seu alongamento.
Após pagar o táxi, seguiu as pressas para a academia, encontrando o segurança de feições sérias.
- Oi_
cumprimentou-o_ o Sr. sabe se a
‘ta na academia?
O segurança fitou-o por segundos e lhe informou_ Sim, ela chegou há poucos
minutos.
deixou um sorriso formar-se em seus lábios_ e o Sr. poderia me informar
onde ela está?
- Bem_ o segurança voltou-se para a academia_ ela está na ala
norte. É só seguir por esse corredor e subir a escada à esquerda.
Vai encontrá-la em alguma das salas naquele corredor.
- Obrigado_
sorriu e seguiu com passos rápidos, pela direção que o
segurança havia lhe informado.
Já no corredor, escutava atentamente, procurando algum sinal de . Foi andando, olhando através dos vidros, vasculhando as salas. Na metade do corredor, ele ouviu uma música, vinda da última sala. Seguiu até lá em passos silenciosos, abriu a porta cautelosamente, olhando dentro da enorme sala. Então a viu, sua amada.
Ela estava de olhos fechados, com um vestido branco caindo suavemente pela coxa, enquanto sua mão tocava a ponta do seu pé, que estava apoiado à barra. Seus cabelos presos num rabo de cavalo, caindo em cachos suaves por suas costas. Ele ficou observando-a por alguns segundos. Entrou, e caminhou até ela lentamente.
- Sabia que você fica ainda mais linda
concentrada?_ ele falou-lhe ao pé do ouvido, fazendo-a sobressaltar-se.
-
! _ ela repreendeu-lhe_ que susto
Ele sorriu de forma marota e abraçou-a por trás, apoiando sua cabeça no ombro dela, respirando o delicado perfume que ela exalava.
- Desculpa_ ele beijou-lhe o pescoço_
eu não queria te assustar
- Aham_ ela disse, mordendo o lábio inferior._ Hey, o que está fazendo
aqui, pequeno? Você não ia ficar em casa?_ ela virou-se pra
ele
- Eu ia, mas o tédio estava me consumindo, então resolvi dar
uma voltinha_ falou de forma brincalhona, fazendo-a rir.
Por mais que ela quisesse, ela não conseguia ficar brava com ele. Ela só precisava encarar aqueles olhos e desabar dentro deles.
- Certo_ ela sorriu e selou seus lábios nos dele, num agrado._ agora você fique quieto aí, que eu vou dançar um pouco_ disse, empurrando-o até um canto da sala e indo trocar o CD, colocando um de tango.
Ele observava cada movimento dela, detalhada e compulsivamente. Pegava cada expressão, cada gesto, cada mania. Ficou de braços cruzados observando-a dançar solitária. Ele sorriu de canto e seguiu até ela, pegando-a pela mão e rodando-a.
Ela sorriu e seguiu até ele lentamente. Espalmou suas mãos pelo peito dele, aproximou seus rostos, deixando suas bocas a centímetros uma da outra. Então se afastou. Escorregou uma mão do peito dele, até a barra de seu moletom e tirou-o, jogando para o outro canto da sala. sorriu e puxou-a pela mão com violência, fazendo seus corpos colarem.
Ele escorregou sua mão direita pelas costas dela, alisando suas belas curvas e parou em cima de seus quadris. Sua mão esquerda segurando firme, a mão direita dela. Enquanto a mão esquerda dela, localizava-se no braço dele. Ele rodou-a novamente, ficando com somente suas palmas – esquerda dele e direita dela- coladas. Ela soltou-se, escorregando sua mão pelo braço dele, e contornando-o, sempre o alisando.
Ela parou às costas de
e pressionou seu quadril contra o dele. Enquanto suas mãos o abraçaram
pela cintura. Ela beijou-lhe a nuca, causando um arrepio nele.
Ele pôs suas mãos sobre as dela e guiou-as até a lateral
de seu corpo, fazendo-a apertar suas coxas. Ela riu. Sabia o que ele queria
e não podia evitar pensar da mesma maneira.
Não com ele ali. Ele puxou-a pela mão e a trouxe para sua frente. Mantiveram contato visual por segundos, ele empurrou-a contra o espelho sem barra. Beijando-a ferozmente. Ele ergueu-a e ela entrelaçou suas pernas na cintura dele. Ele segurava a perna dela, apertando-a sem pudor, enquanto ela bagunçava-lhe os cabelos e apertava sua nuca.
Separaram-se, muitos minutos depois, com lábios vermelhos e inchados. desceu do colo dele e empurrou-o. ergueu a sobrancelha, estranhando a atitude dela. Ela sorriu-lhe marota e colocou suas mãos por debaixo da blusa dele, tirando-a num gesto rápido. Ele mordeu o lábio e estendeu a mão para tocá-la, mas ela recusou, dando um passo pro lado, evitando-o. Ela mais uma vez contornou-o, parando as costas dele.
Ela pressionou seu corpo no dele e ele pôde sentir o corpo definido dela no seu. Ela encaixou sua perna no meio das dele e ele sentiu seus joelhos tremerem. Essa mulher o excitava e ele não conseguia ao menos disfarçar.
Ela mordeu-lhe o pescoço, o ombro, as costas. Ele sentia sua pele arrepiar a cada mordida. A cada contato dela. Ela passou sua mão pra frente do corpo dele, parando no zíper de sua calça jeans larga que ele usava.
Ela sentiu a excitação dele sob o zíper e sorriu. Ela sabia como controlá-lo, mas também se deixava controlar. Ela desabotoou lentamente a calça dele, torturando-o. Ele estava com a cabeça jogada para trás, de olhos fechados, apenas desfrutando do toque delicado dela. Abaixou-lhe a calça junto com a boxer que ele usava, deixando-o nu em pêlo. Ao sentir-se nu, ele abriu os olhos e mirou o espelho. Viu-a e sorriu. Seus olhos se encontraram pelo espelho e ele puxou-a, fazendo-a ficar fronte a ele.
Ele beijou-a. Desceu suas mãos pelas costas dela. Subiu o vestido dela com pressa. Se ela o havia deixado sem roupa, ele também o queria fazer, direitos iguais. Sorriu ao vê-la somente de lingerie. Ela empurrou-lhe à parede de espelho e escorregou sua mão pelo peitoral definido dele. Pode sentir sua pele macia sob seus dedos se arrepiando a cada toque.
Ela desceu seus lábios pelo pescoço dele, depois pelo corpo. Logo ela já trilhava o ‘caminho da felicidade’, fazendo-o suspirar e apertar os cabelos dela. Ela ajoelhou-se e ele respirou fundo, mantendo o ar dentro de seus pulmões por mais tempo. Ele sabia o que viria a seguir, mas mesmo assim, esse momento de antecipação tornava tudo mais prazeroso. Ela acariciou as coxas dele.
Foi subindo, apertando a parte interna da coxa dele, fazendo-o ofegar e puxar os cabelos dela. Ela apanhou o membro dele com sua mão direita, enquanto massageava os testículos com a outra. Ele tremeu, soltando um gemido sôfrego.
Aquela mulher era incrível e nessas horas ele não poderia negar. Ela passou sua mão lentamente por toda a extensão do membro dele parando em sua glande. Ela sorriu-lhe marotamente e com suavidade passou a unha no freio. Ela pode senti-lo se arrepiar da cabeça aos pés.
Com a ponta do dedão, ela começou a fazer movimentos circulares ali, fazendo-o excitar-se ainda mais. Logo ele não agüentava mais aquela provocação, seu membro doía de tão duro. Latejava.
empurrou um pouco a cabeça dela pra frente. Ela olhou para cima, podendo contemplar mordendo os lábios, com a face contorcida em ansiedade e prazer. Sorriu. Ela então encostou seus lábios na glande. Ele empurrou um pouco mais a cabeça dela. Ela decidiu por não torturá-lo mais. Abocanhou-o até onde conseguiu. Começou a masturbá-lo, sua mão na base do pênis, na mesma velocidade que seus lábios o sugavam tão ferozmente.
Ela fazia movimentos rápidos e precisos. Sabia como enlouquecê-lo. Ele gemia alto, não conseguia mais controlar-se. Uma mão nos cabelos dela e a outra espalmada no espelho. Suando-o. Marcando-o. Logo ele sentiu seu corpo aquecer e seu estomago despencar e ele soube que estava vindo.
Ela sentiu o gosto de seu pré-gozo em sua boca, mas não parou com seus movimentos, ao contrário, intensificou-os. Sugou-o com mais velocidade, apertando a base do pênis com força. Ele soltou uma palavra desconexa alto, talvez fosse um dialeto antigo ou morto, ele não saberia identificar.
pode sentir o gosto daquele líquido esbranquiçado. Levemente salgado e pegajoso. Ela lambeu-o até tudo estar em sua boca, o sugou até a última gota. Ele puxou-a para cima, procurando seus lábios para um beijo. Ela sorriu, mas evitou o beijo.
- Não, eu vou lavar minha boca_ ela disse
se virando, seguindo para o banheiro.
Ele a puxou e a beijou, compartilhando dela seu próprio gosto._ Eu não
me importo_ disse sorrindo_ é ainda mais gostoso assim._ e voltou a
beijá-la.
explorava o corpo dela com suas mãos habilidosas. Desabotoou o sutiã dela rapidamente, tirando-o. Sua calcinha levara o mesmo destino que o sutiã, o chão. Ele foi descendo seus beijos pelo pescoço, colo, até chegar aos seios dela. Apertou-os levemente, fazendo-a soltar um gemido. Ele chupou um dos seios, enquanto com sua mão trabalhava no bico do outro.
Ele desceu sua mão, que trabalhava em seus seios até sua vulva. Penetrou-a, sem aviso, dois dedos, fazendo-a soltar um grito abafado e apertar-lhe a nuca, com sua mão. sorriu e soltou-a, fazendo-a ofegar. Ele passou a mão pelas costas dela e grudou seu corpo no dela. Abaixou-se lentamente, fazendo-a deitar-se no chão de madeira. deitou sobre ela, e começou a fazer movimentos com o quadril. Roçando seu membro em sua vulva, fazendo-a arranhar as suas costas.
- Vo-cê..._ ela disse ofegante_ adora-me
provocar_ e puxou o cabelo dele fazendo-o fitar seus olhos. Ela pode ver
um sorriso maroto em seus lábios
- Te provocando, tudo fica bem mais interessante_ ele sussurrou ao ouvido
dela, mordendo o lóbulo em seguida.
Ele desceu seu corpo beijando cada centímetro de pele por onde passava. Sempre carinhoso e ousado. Contornou o umbigo dela com a língua e desceu seus beijos até sua vulva.
Abriu as pernas dela com suas mãos, e novamente, sem nenhum aviso, começou a sugá-la. Passava sua língua no clitóris, fazia movimentos rápidos. Introduziu dois dedos, continuando a sugá-la. Ela contorcia-se de prazer, gemia por seu nome. Contraiu a vagina sobre os dedos dele. Fazendo sentir sua ereção latejar novamente. Ele sugou-a mais intensamente, penetrando em seguida mais um dedo. Fazia movimentos rápidos com os dedos e aplicou mais pressão com sua língua no clitóris, levando-a a ter múltiplos orgasmos.
Ele observou-a contrair-se e anunciar que estava
por gozar. Ele simplesmente não parou. Apenas alternou o ritmo de
suas penetrações e lambidas, ora rápido ora lento. Fazendo-a
não tardar a gozar. Ele lambeu-a com mais intensidade e mordeu
a coxa dela. Ela ofegava. Puxou-o pelo ombro e ele deitou-se novamente
sobre ela. Beijaram-se intensamente. Mãos bobas eram sentidas por ambas
as partes.
Apesar de conhecerem os corpos alheios muito bem, não se cansavam desses
toques íntimos. Desses momentos de carinho agressivo.
-
_ ela ofegou
- Humm_ ele respondeu, mordendo o ombro dela
Ela empurrou-o, fazendo-o ajoelhar-se. Ela levantou, ajoelhando-se a frente dele. Ela passou a mão pelo rosto de , vendo-o sorrir pelo toque. Ele puxou-a para mais perto, os fazendo ficar com os corpos colados. Ela levantou-se e a imitou. Ela olhou no espelho e pode ver suas aparências. Ambos com os lábios extremamente vermelhos. Suados e descabelados.
Ele encontrou os olhos dela através do espelho e sorriu. Ele abraçou-a por trás e empurrou-a até a parede de espelho que continha a barra de ferro. Ela segurou-se na barra, enquanto ele mordia seu pescoço. Ele se pressionou contra ela e ela pode sentir a excitação dele. Ela riu. Ele acariciava o corpo dela.
- Eu quero você. Eu preciso de você_ ele sussurrou
Ela esticou o braço para trás, apertando-o pelas nádegas e puxou-o para mais perto. Colando-os ainda mais. Ele nem ao menos esperou alguma resposta dela. Abriu as pernas dela com seus joelhos e penetrou-a. Ela gritou. Sabia que penetração anal era dolorida no começo, ainda mais sem lubrificante ou camisinha, mas a dor é recompensada no final com muito prazer.
Ele encaixou-se nela. Ficou segundos assim, até ela acostumar-se. Logo ele se retirou quase por completo dela, voltando instantes depois. Ele começou um ritmo lento e descompassado de penetrações. Penetrava-a hora mais forte, hora mais fraco. Logo seus corpos pediam por mais.
Ela gemia incontrolavelmente e ele podia vê-la, através daqueles espelhos. Ele podia ver a expressão de prazer em seu rosto, e isso o estava deixando ainda mais excitado. Ele passou a fazer movimentos rápidos e precisos. Saía e entrava com força e rapidez. Seus corpos suados, unindo-se e desunindo-se em segundos. Sensações mistas em um curto período de tempo.
Ele desceu sua mão até a vagina dela e penetrou-a, fazendo-a exaltar de surpresa. Ele começou a penetrá-la com os dedos na mesma velocidade em quem a penetrava analmente. Ficaram assim por minutos. Ouvindo apenas seus gemidos e alguma música que eles nem ao menos saberiam descrever ao fundo.
anunciou que estava para gozar. Não demorou muito, até ter seu orgasmo dentro dela. Ela por sua vez, pediu que ele não parasse com a penetração, pois estava chegando ao ápice. E foi o que aconteceu, momentos depois, ao som de gemidos e ofegos.
Ele saiu de dentro dela e virou-a. Fitou seus olhos e sorriu. Sabia que ela era a mulher da vida dele e não a perderia. Ele segurou o rosto dela com suas mãos e beijou-lhe os lábios doce e suavemente. As mãos dela no cabelo dele.
- Eu amo você. _ ele disse, com seus lábios
colados ao dela, num tímido selinho.
- Eu amo você também_ ela sorriu.
- Acho melhor a gente se trocar._ ele encostou sua testa na dela.
Ela sorriu e beijou-lhe mais uma vez. Ela não conseguia ficar muito tempo sem aqueles lábios. Aqueles lábios delicados e macios. Eles pegaram suas roupas e foram ao banheiro tomar uma ducha para voltarem ao apartamento dela. Nem cinco minutos depois eles ouviram uma voz ecoando pela sala.
-
? Você está aí?_ John perguntou adentrando a sala.
Ela colocou a cabeça para fora do banheiro e sorriu para ele._Sim, eu
estou saindo já, John. Não se preocupe.
Ele sorriu e saiu da sala. Logo
e
saíram do banheiro rindo por quase terem sido pegos pelo segurança
e voltaram ao apartamento de mãos dadas e sorrisos nos rostos.
Capítulo 8 – Amizade quando
verdadeira tem várias vírgulas,
mas nunca um ponto final.
[Cinco meses mais tarde...]
-
, sua mãe está em casa?–
perguntou entrando na casa da amiga.
- Está lá em cima, por quê? – beijou rapidamente
os lábios da namorada.
- Eu vou lá falar com ela. – ele a abraçou por trás
e encostou o queixo no ombro da mulher. – será que ela vai ficar
muito chateada? – virou seu rosto para o lado, a fim de encarar os
olhos do namorado.
- Você só vai saber se for lá. – mordeu levemente
a bochecha da outra.
- Vou subir, me deseje sorte. – virou-se para ele.
- Boa sorte. – deram um curto beijo.
subia cada degrau pensando no que dizer, ensaiando algumas falas. Andou devagar até o quarto do casal, encostou a mão na maçaneta e fez menção de girá-la. Mas desistiu, estava quase chegando ao topo da escada quando viu subindo.
- Não acredito que vai desistir.
- Eu estou com medo,
. E se ela brigar comigo mais uma vez? E se eu perder a amizade dela
pra sempre? – roia
a unha do dedão. – É melhor não arriscar. – fitava
a porta de
.
- Você só vai saber disso tudo se abrir aquela porta. – apontou
a porta do quarto dos pais.
- Não sei se consigo. – passou a mão trêmula no cabelo,
pondo-o para trás das orelhas.
- Vamos. – estendeu a mão. – Eu te levo até lá. – sorriu
calmo.
- Certo. – pegou a mão do namorado, caminharam até a
porta.
- Pronta? – apertou levemente a mão dela, sentindo-a apertar
de volta.
- Não. – mordeu levemente o lábio inferior.
- Vai dar tudo certo. – deu um beijo sem língua na namorada. – Mamãe? – abriu
a porta e pôs metade do corpo para dentro do aposento.
- Sim? – levantou os olhos, fechando livro que estava lendo e o pôs
sobre a cama. – o que quer,
? – disse informal.
- Tem uma pessoa que quer falar com você. – entrou completamente
no quarto, puxando
pela mão.
- Não quero falar com você,
. – voltou a atenção ao livro que estava sobre a cama. – Pode
ir agora. – encarou a mulher.
-
, por favor, eu não agüento mais isso. Eu sinto tanto a sua falta.–
choramingou.
- Estou lá fora se precisar. – sussurrou no ouvido da namorada
que concordou com a cabeça.
- Eu nunca te escondi nada,
. – ela disse com o tom choroso.
- Eu sei,
. Mas é uma situação difícil, eu não podia
chegar e dizer ‘
, amiga, deixa eu te contar uma coisa. 'To namorando seu filho, não é um
máximo? Somos nora e sogra agora’ – procurou contato
visual, mas tudo que conseguiu foi ver a amiga olhando as mãos.
Um silêncio perturbador se instalou no quarto, encarava os pés e parecia se divertir com os dedos. Milhares de pensamentos pareciam surgir na cabeça de , ela estava insegura de estar ali. Mas a falta da amiga falara mais alto, estavam a mais ou menos oito meses sem se falar. Nem quando ela viajou para a América, elas ficaram esse tempo todo sem comunicação.
não deixava de pensar o mesmo que , elas nunca se separaram por muito tempo e aquilo estava fazendo falta, era como se existisse um vácuo dentro dela. Elas eram praticamente a mesma pessoa, gostavam das mesmas coisas, às vezes chegavam a completar frase uma da outra. Pensavam igual e em certas situações agiam iguais. Eram alma gêmeas, não tinham dúvida.
- Gostei da sandália.–
comentou aleatória.
- Se quiser, eu te empresto qualquer dia desses.
- Sério? – disse com os olhos brilhando.
- Aham. – sorriu.
- Ela vai combinar perfeitamente com meu vestido novo. – correu até ao
guarda-roupa. – Não é lindo? – pôs a peça
em frente ao corpo.
- Perfeito. – aproximou-se da amiga. – Se você puser o cabelo
assim. – fez um penteado nos cabelos da amiga. – Linda. – sorriu
fitando a mais velha.
- Amiga, ainda bem que você 'ta aqui.–
sorriu abertamente ao ouvir
a chamando de amiga. – o Scott me chamou para sair, nós vamos
ao River. E eu simplesmente não sei o que vestir. – suspirou.
- Vai com esse vestido e a minha sandália. – falou.
- Eu quero uma coisa mais ousada, mas sem deixar de ser comportada. Entende? – a
encarou.
- Vamos ver o que você tem. – começou a mexer no armário
da amiga.
Passaram a tarde inteira trancadas no quarto experimentado vários tipos de roupas, combinando peça com peça. Por fim, optaram por uma calça jeans capri justa, uma blusa branca básica, um blaser preto e as sandálias de salto fino de . ficou feliz ao ouvir gargalhas vindo do quarto da mãe, enfim elas se acertaram.
-
, me diz, como é namorar uma pessoa mais nova?–
perguntou enquanto fazia penteados estranhos no cabelo da outra.
- É diferente, sabe. Nós pensamos diferentes e nossos sonhos
não são os mesmo. Mas de certa forma é bom, porque você aprende
muito e acaba ensinando também. – deu uma colherada em seu sorvete
de chocolate. – o sexo é mil vezes melhor, você não
precisa se preocupar com as possíveis dores de coluna que ele vai sentir
se fizer tal posição. – riu do próprio comentário.
-
, por favor, o
é meu filho. Poupe-me os detalhes sórdidos. – deu um tapa
na cabeça da outra.
- Tudo bem. – riu. – Como você e o Scott estão? – desencostou
as costas da cama e virou-se para olhar a amiga sentada na mesma.
- Você quer saber o sexo? – viu a outra concordar. – Ah,
você conhece o Scott. Sempre tão impulsivo, a cada transa ele
me surpreende mais. – sorriu boba. – Você acredita que semana
passada nós transamos na sacada aqui do quarto? – riu ao se
lembrar.
- Mentira! – falou incrédula. – É bom ao ar livre? – perguntou
interessada.
- Não é muito confortável, mas a sensação
de a qualquer momento alguém olhar pela janela e nos ver assim é tão
excitante, deixa tudo alucinante. – balançava a mão eufórica.
- Bom saber. – fez uma cara pensativa.
- Não quero nem saber o que está pensando. – fez cara de
nojo ao tentar imaginar alguma coisa. – Como você consegue?
- Consigo o que?
- Dormir com o
.
, você o viu crescer. Encontraram-se pela primeira vez quando ele ainda
estava trocando os dentes – dizia incrédula.
- No começo eu pense nisso também, mas com o passar do tempo,
eu não o imaginava mais como
, filho da minha melhor amiga. Imaginava-o como
, um homem como qualquer outro.
- Você é estranha. – entortou a boca.
- Também te amo, também te amo. – sorriu divertida.
[Oito meses depois...]
- Você vai voltar quando?–
disse encarando as unhas.
- Não sei, amor. – suspirou. – ‘To morrendo
de saudade. – sorriu
fraco.
- Eu também. – levou o dedão a boca, mordendo a cutícula. – Se
divertindo muito? – perguntou receosa.
- Como posso me divertir se você não está ao meu lado? – mordeu
o lábio inferior de leve. – Sem você nada tem graça,
pequena. – sorriu ainda mordendo o lábio.
-
, você não cansa de ser perfeito, não? – riu.
- Não sou perfeito. – disse. – Apenas tento
ser o melhor pra você.
- Posso dizer que está se saindo muito bem. – sorveu seu vinho
tinto.
Ficaram conversando por horas e horas, não
viram a hora passar.
estava em uma turnê há seis meses e não tinha previsão
de volta, a cada momento aparecia um novo show para ser feito, um novo país
para visitar. Pelo o que ele estava percebendo, aquela turnê não
duraria menos de um ano. Apesar de passar a maior parte de sua vida sozinha,
não estava
gostando de ter aquele apartamento enorme vazio. Sem
ali, tudo parecia
sombrio.
Devido ao medo de ser engolida pela solidão, ela resolvera
passar a maior parte do tempo na casa de
. Dormia por lá mesmo, retornava para seu apartamento quando a amiga
pedia, pois teria uma noite bastante agradável com Scott, digamos assim.
E isso acontecia praticamente todos os dias, naquele momento,
entendeu
porque
quase não parava em casa.
Para espantar a solidão enquanto estava em seu apartamento, alugava um filme ou ficava trancada em seu escritório trabalhando. Quando trabalhava até tarde, não tinha tempo de pensar em e o quão aquele apartamento é enorme sem ele. Estava cansada demais para isso, a única coisa que pensava era em um bom banho e uma cama quentinha, com edredons fofos e grandes para se cobrir.
fora acordada com um barulho vindo do seu celular, tateou o criado mudo a fim de encontrar o aparelho, o pegou e levou até a altura dos olhos. Estreitou os mesmo devido a forte luz que vinha do aparelho, depois de alguns segundos, acostumou-se com a iluminação. Pode ler no visor ‘1 nova mensagem’. Sentou-se na cama, encostou as costas na mesma e tratou de ler a mensagem.
“Desculpa te acordar, pequena. Mas não me agüentei de felicidade, estou voltando daqui a três meses. Eu sei que é muito tempo, mas vai passar rápido. Amo-te, seu . Ps: You're my angel come and save me tonight You're my angel come and make it alright”
Sorriu involuntariamente ao ler quem assinava a mensagem, ela se sentiu uma adolescente naquele momento. Ele a fazia se sentir mais jovem. Desejada e amada. Digitou sua mensagem, colocou o celular no criado mudo e voltou a dormir.
encarava com ansiedade o celular, sentiu o aparelho vibrar em suas mãos e mais que depressa abriu a caixa de entrada.
“Quando você não está aqui, resta o meu travesseiro com seu cheiro pra eu abraçar e lembrar dos nossos dias juntos. Espero-te ansiosamente, amo-te. Sua pequena. Ps: Help, I need somebody [...] help, you know I need you.”
Colocou o aparelho sobre o criado mudo, encarava
o teto com um sorriso nos lábios. Ele pensava o quão sortudo
era, tinha uma carreira boa, sua banda estava crescendo a cada dia. Já passara
em países que
nem mesmo imaginara passar, conhecer pessoas que até cinco anos atrás
eram ídolos e intocáveis. E sem contar que estava praticamente
casado com a mulher que fora dos seus sonhos desde o tempo de moleque.
Agradecia
a Deus todos os dias por tudo em sua vida ser perfeita, e a cada dia perceber
que fora abençoado. Tinha amigos, namorada, família
e a carreia perfeita. Nada poderia estragar esse momento de sua vida.
Capítulo 10 - I want to see you go down on one knee marry me today (Things I’ll never say – Avril Lavigne)
[Oito meses mais tarde…]
-
, fecha os olhos.–
entrou no quarto do casal com as mãos para trás, segurando
algo.
- O que você tem aí atrás? – a mulher perguntou parando
de digitar uma procuração que fazia.
- Surpresa, vamos, feche os olhos. – sorriu.
- Tudo bem. – fechou os olhos e escutou um barulho de sacola sendo aberta. – É de
comer? – sorriu abertamente.
- Não. – gargalhou ao ver a cara triste da namorada. – É uma
roupa. – pegou a mão dela e a levantou da cadeira. – Só quero
vê se vai ficar boa. – começou a despi-la.
- 'Ta bom, então. – levantou um pé e depois o outro para
tirar de vez sua bermuda jeans, logo depois ele tirou sua blusa. Deixando-a
de peças íntimas.
- Levanta os braços. – ela o fez, colocou o vestido nela. – Ficou
perfeita. – sorriu.
- Posso vê? – fez menção de abrir os olhos.
- Não! – tapou os mesmo rapidamente. – Tenho que te levar
em um lugar primeiro.
- Tudo bem, Sr. Mistério. – fez cara de entediada, fazendo-o rir.
- Só falta a sandália. – amarrou devidamente as fitas brancas
da sandália. – Vamos, não abra os olhos.
- Certo. – segurou na mão dele, sendo guiada para fora do apartamento.
a colocou sentada no carro,- antes de pular para o banco do motorista, pôs uma venda sobre os olhos da mulher, andou até o outro lado do carro, sentou-se e deu a partida. Ficaram cerca de trinta minutos dentro do carro, a cada minuto perguntava para onde eles estavam indo. apenas sorria e dizia para a mesma esperar.
A mulher já roia o sabugo dos dedos, pois fizera as unhas no dia anterior e não queria estragá-las. Na rádio tocava uma música antiga, fazendo-a se lembrar da mãe. ‘Easy Like Sunday Morning’ era a música que tocava. Gostava, tinha uma letra bonita e a melodia era gostosa de se ouvir. Cantava baixinho, às vezes sorria ao lembrar-se de um sorriso da mãe ou uma de suas histórias. Não via a mãe há dois anos, e ao ouvir a música anotou mentalmente que deveria visitar a mesma o mais rápido possível.
- Pronto, chegamos. –
falou parando o carro e puxando o freio de mão.
- Já posso ver? – perguntou.
- Ainda não, espera mais um pouco.
- 'Ta. – bufou.
deu a volta no carro, abriu a porta para a namorada e ajudou-a a sair do veículo. Foi guiando-a até uma descida. Ao longe ela ouvia som de alguma coisa estalando, deduziu que era uma fogueira.
- Mãe, cuida da
pra mim. – piscou o olho para a mulher e saiu em direção à casa
que ali tinha.
- Aham. – sorriu. – Você está linda, amiga.–
disse sincera.
- Obrigada, acho. – falou com dúvida.–
, me diga, o que o
está aprontando? – mordeu levemente os lábios.
- Fique calma, você vai gostar. – soltou os cabelos da amiga. – E
pronto. – pôs uma coroa de flores brancas no cabelo da mulher.
- O que é isso? – tentou por a mão, mas
segurou a mesma.
- Nada disso, mocinha. – se
não tivesse com a venda, veria a cara de mãe brava da amiga.
- Desculpa. – ficou brincando com os dedos. – Adoro esse cheirinho
de mar. – sorriu tímida.
- Realmente é bom. – sorriu abertamente ao ver o filho se aproximando
nos trajes adequados.
- Você está tão lindo, meu filho. – falou emocionada. – Nem
acredito que isso está acontecendo. – disse contendo as lágrimas.
- Mamãe, não chore. – beijou a testa da mulher com carinho.
- Alguém pode me explicar o que está acontecendo?–
disse com o dedo levantado, como fazia na época da escola para esclarecer
uma dúvida com o professor.
- Você já vai saber.–
beijou levemente os lábios da outra. – Mas antes. – abaixou-se
e retirou as sandálias dela. – Agora sim, vem. – foram andando
pela areia até o começo de um tapete de pétalas de rosas
vermelhas.
- Pode tirar a venda? – perguntou pela décima quinta vez, ou seria
vigésima quinta?
- Eu vou tirar, mas você tem que contar até três para abrir
os olhos, 'ta bom? – disse desamarrando com cuidado a venda.
- Certo. – sorriu de olhos fechados, contou mentalmente e abriu os mesmos.
Fez uma cara de surpresa, observa tudo em seu mínimo detalhe. Seus amigos e familiares estavam de pé encarando-a. O tapete de rosas era cercado por archotes, iluminando o caminho com o fogo que saia de cada tocha. Naquele momento ela soube de onde vinham os estalos que escutara mais cedo.
No pequeno altar que tinha mais a frente, estavam os amigos de com suas respectivas namoradas, e Scott. Ela olhou para o próprio corpo. Estava vestindo um vestido branco que ia até dois dedos abaixo do joelho. Estava descalça, olhou para . Ele usava uma camisa branca com o primeiro botão aberto e um colete creme por cima da mesma, calça social branca e igualmente descalço. [terno]
Ele beijou a testa dela com carinho e lhe entregou um buquê de rosas brancas, combinando com a coroa de flores em seus cabelos. Os mesmo estavam soltos.
- Eu estou casando, não posso acreditar. – conteve
as lágrimas.
- Vamos? – sorriu meigo e ofereceu seu braço.
pegou o braço de , e foram andando até o altar onde estava o juiz de paz. A lua brilhava, nenhum sinal de nuvem. Era somente a lua e as estrelas naquele momento. O barulho das ondas quebrando nas rochas deixa tudo mais perfeito. pode perceber que sentada na primeira fila estava sua mãe, sorriu feliz para a senhora que se encontrava sentada. A idosa retribuiu o sorriso com lágrimas caindo de seus olhos. pode ler os lábios da mãe ‘Está linda’ se emocionou e não teve como conter as lágrimas.
Ao fundo era possível ouvir a pequena
orquestra tocando a introdução de November Rain. Tinham
três homens. Um tocava piano - o instrumento tinha velas sobre ele,
outro tocava um violoncelo e último tocava violino.
- x -
-
.–
começou seus votos. – eu passei a semana inteira pensando no que
te dizer agora, mas simplesmente as palavras me fogem a mente. Então
vou dizer o que eu estou sentido. – colocava a aliança devagar,
sem parar de fitá-la. – Eu, hoje, posso dizer que sou o homem
mais feliz do mundo. Tenho amigos maravilhosos, meus pais são os melhores
do mundo. E o mais importante, eu tenho você. – acariciou a mão
dela com o dedo. – Cada vez que eu vejo o seu sorriso, escuto sua voz,
mesmo que seja pelo telefone, eu me sinto completo. Às vezes eu fico
me perguntando como é possível eu amar uma pessoa com todas as
minhas forças. Há sete anos atrás, você me parecia
uma coisa tão intocável, inacessível. E veja onde eu estou,
me casando com a pessoa que eu mais amo no mundo. – passou o dedão
na face da mulher, a fim de limpar as lágrimas que escorriam pela sua
bochecha. – Como eu te disse uma vez, eu não sou perfeito, mas
tento dar o meu melhor para ser o que você sempre quis. O que você sempre
precisou. – beijou levemente a mão de
.
-
. – ela pegou a aliança e começou a pôr no dedo dele. – no
começo do nosso relacionamento, eu achava que não daria certo.
Eu tentei ao máximo resistir aos seus sorrisos espontâneos, sua
risada contagiosa. Seu mal-humor quando acorda, sua cantoria enquanto toma
banho. E até a sua careta quando eu aperto levemente seu nariz. – apertou
levemente o nariz dele, ele entortou o mesmo e a boca, fazendo uma careta e
levando todos a risadas. – Mas eu percebi que isso era praticamente impossível.
Cada dia que passava eu me apaixonava mais e mais. Mas teve uma hora que essa
paixão parou de crescer, e no lugar dessa paixão. Foi crescendo
o amor. – dizia encarando seus olhos. – Eu passei a te amar com
todas as minhas forças, não conseguia mais imaginar minha vida
sem você. E ainda não consigo. – sorriu. – Que seja
eterno enquanto dure, e que dure para todo o sempre. – beijou a mão
dele.
- Com os poderes concebidos a mim, eu vos declaro marido e mulher. – o
juiz de paz disse sorrindo.
-
, eu acho que é nesse momento que você beija a noiva.–
sussurrou para ele, mas foi o suficiente alto para todos ouvirem e rirem com
seu comentário.
passou a língua pelos lábios, a fim de umedecê-los. Foi aproximando lentamente sua cabeça da dela, roçou seus lábios e os tocou levemente. foi entreabrindo a boca, dando passagem para suas línguas se tocarem. Foi um beijo calmo e sincero. Todos ali presentes ficaram de pé e aplaudiram.
estava emocionada, assim como o restante. O casal merecia ficar juntos, sofreram pressão de todos os lados. principalmente, devido ao seu relacionamento com , sua empresa perdeu alguns contratos com empresas importantes. Mas ela não desistira do relacionamento, ficou com e aos poucos sua empresa fora ganhando força novamente, e muito melhor que antes.
também sofrera pressão, pela parte dos seus fãs e pela
imprensa. Chegaram a cancelar uma turnê por causa do seu relacionamento.
Ambos não entendiam como ainda existiam pessoas extremante preconceituosas
e mesquinhas a ponto de querer prejudicar o trabalho de outro. Mas passaram
por todas as barreiras que encontraram pelo caminho, e estavam casados para
mostrar que quando o amor é verdadeiro, não importa idade, classe
social, credo ou cor. Ele vence tudo e todos.
Capítulo 11– Um é pouco, dois
já é demais.
[Dez meses mais tarde...]
-
, pára com isso.–
dizia rindo. – Eu
estou grávida, e não doente. Posso muito bem fazer o jantar.
- Nada disso, você lembra o que a médica disse? É gravidez
de risco, nada de grandes esforços. Só descanso. Eu faço
o jantar. – beijou a testa dela.
- 'Ta – bufou.
estava grávida de oito meses, depois de muito insistir ela resolveu ter um filho. Mas antes de tentar alguma coisa, ela consultou a ginecologista. A médica alertou que por ela já ter passado dos quarenta anos, a colocava no caso de gravidez de risco. Depois de muitas explicações e esclarecimentos, eles partiram para a parte do tratamento.
tinha um pequeno problema de ovulação, às vezes ovulava e às vezes não. Para poder engravidar ela tivera que passar por um tratamento de dois meses, devido ao tratamento, ela tinha grandes chances de ter gêmeos ou até mesmo trigêmeos. Mas por sorte, estava grávida de somente um. Era uma menina, Gwen . estava muito feliz com a notícia de uma filha, a mimaria até estragar a menina. também estava feliz com o bebê, e mais ainda por ser uma menina. Ela sempre pensava, se fosse engravidar algum dia, seria de uma menina.
O quarto da criança era todo rosa bebê com branco. Desde o pequeno detalhe no azulejo até às toalhas do banheiro. Tudo era rosa e branco, e por incrível que pareça, não era da vontade da mãe ter um quarto assim. Era a vontade do pai. se sentia enjoada só de entrar no quarto e ver tudo rosa, queria pôr as paredes de lilás, um detalhe ou outro colorido. Mas não queria, preferiu não brigar e fazer a vontade do marido.
- Amiga!–
falou.
-
, como você está enorme!–
riu da amiga.
- Você não fica atrás. – mostrou a língua
e abraçou a amiga de lado.
A ligação das duas era tão grande, que ficaram grávidas juntas. e marcaram a cesariana para o mesmo dia. Scott estava tão feliz quanto . Ele teria um filho e uma neta ao mesmo tempo. também estava feliz com o novo irmão, sim, era um menino, Trevor .
- Como vai a família,
? – Scott perguntou ao filho dando
tapinhas nas costas do mesmo enquanto se abraçavam.
- Vai muito bem, e com você,
?–
apertou os ombros
do pai sorrindo.
- Melhor impossível. – sorriu também. – Cheirinho
bom, o que tem para o jantar? – Scott perguntou beijando a testa de
com carinho.
- O
está fazendo Yakissoba.–
sorriu. – Vamos,
entre gente.–
foi puxando
para dentro do apartamento,
deixando Scott e
para trás.
chamou o pai para a cozinha, enquanto e conversavam na sala. volta e meia reclamava que estava com fome, e por está sentindo dores nas costas. e seu pai estavam sendo bastantes pacientes com ambas.
-
, já está pronto?–
apareceu na cozinha
com uma mão na cintura empurrando a barriga para frente e outra sobre
a mesma.
- Já sim. – sorriu para ela. – Pai, bota a mesa pra mim? – pediu.
- Claro. – sorriu e saiu da cozinha.
- Eu estou um caco,
.–
resmungou.
- Daqui a pouco isso passa, amor. – aproximou-se da mulher e beijou-lhe
levemente os lábios.
- A mesa já está pronta. – Scott apareceu na cozinha.
- Obrigado.–
depositou um beijo na testa da mulher e virou-se
para o fogão a fim de pegar a comida.
Os dois seguiram até a sala de jantar, pôs a grande frigideira que continha o yakissoba sobre o descanso que estava em cima da mesa. Serviu a todos e começaram a jantar. Como e não podiam tomar bebida alcoólica devido à gravidez, elas tomavam suco de uva.
- Pelo visto você puxou os dotes culinários da sua mãe. – Scott
comentou para o filho.
- Ainda bem, por que se puxasse a você ele não saberia fritar
um ovo.–
resmungou. Fazendo todos gargalharem.
-
,
.–
sussurrou para o marido.
- Diga. – acariciou a mão da mulher.
- Sente. – pousou a mão do mais novo sobre a barriga.
- Está mexendo. – sorriu abertamente ao sentir a pele da barriga
da mulher mexer.
-
, ela ta mexendo mais que o normal.–
disse calma.
- Você acha que é a hora? – perguntou feliz.
- Não sei, ainda faltam algumas semanas.–
sentiu uma forte
contração.
A verdade era que
estava sentindo contrações fazia
uma hora, não queria assustar
. No mês que passou, tiveram
um alarme falso e viu a carinha triste que o mesmo fez quando o médico
disse que era apenas um alarme falso. Naquele momento as contrações
estavam indo de quinze em quinze minutos. E ela sabia que esse horário
diminuiria gradativamente. E na mesma situação estava
. Elas trocavam olhares cúmplices
quando sentiam uma forte contração e logo depois olhavam no relógio
para contar o tempo até a próxima.
sentiu uma forte contração, e percebera que o tempo tinha
caído, e naquele momento estava indo de oito em oito minutos.
pode ler os lábios da amiga, ela dizia ‘está na hora’ sem
proferir um som.
balançou a cabeça, como se fosse um sinal
para a amiga anunciar seu trabalho de parto. E foi o que a outra fez,
gritou avisando a Scott que
o filho deles estava por nascer, do outro lado da mesa de jantar,
anunciou também
seu trabalho de parto.
e Scott estavam perdidos, não sabiam o
que fazer. Estavam imóveis, a felicidade os petrificou.
- Scott, faça alguma coisa. - urrou de dor.
-
,
, ‘ta nascendo, ‘ta nascendo. -
abava as
mãos.
e Scott tiveram a mesma reação, desmaiaram ali mesmo.
- Homens. - as duas murmuraram em uníssono antes de urrarem de dor e uma pegou a mão da outra seguindo até o carro de .
Por sorte, quando elas estavam saindo do elevador, estava entrando. Viu as mulheres naquele estado, e resolveu ajudar. As colocou em seu carro e seguiu para o hospital mais perto que ali tinha. Assim que pisaram no hospital, foram levadas às pressas para a sala de cirurgia. Enquanto estavam no carro, ligaram para seus respectivos médicos.Trinta minutos depois, e Scott chegaram ofegantes na sala de espera.
- Cadê a minha mulher? – Scott perguntou
a
ofegante.
- E a minha? – disse no mesmo tom do pai.
- Elas já estão sendo atendidas. – falou tranqüilo. – faz
trinta minutos que entraram, já devem estar acabando. – sorriu
a fim de tranqüilizar os dois que ali estavam.
e Scott andavam de um lado para o outro, estavam nervosos. não sabia o que era unha fazia tempo. Se desse mais uma mordida nos dedos, os feriria. Scott estava na mesma situação que o filho. Perderam as contas de quantos cafés e copos de água tomaram.
- Quem de vocês é o Sr.
? – um médico perguntou.
- Eu. – Scott e
responderam juntos.
- Certo. – parecia confuso. – Quem está com a
? – perguntou
olhando o nome da mulher na prancheta que carregava.
- Ela está bem? – Scott perguntou nervoso.
- O que aconteceu com a mamãe? –
falou.
- Ela e o bebê passam bem. – deu um sorriso tímido.
- Graças a Deus! – Scott sorriu aliviado.
- E a
? Como ela está? –
estava feliz por
sua mãe e seu irmão estarem bem, mas estava receoso pela resposta
do médico.
- Ela está bem, mas o bebê terá que ficar sobre observação.
Nasceu abaixo do peso, mas nada que três ou quatro dias na incubadora
não resolvam. – deu novamente um sorriso tímido. – Não
se preocupe, ela ficará bem.
- Certo, será que podemos vê-las? – Scott perguntou.
- Claro, a Senhora
está no quarto quinhentos e noventa e quarto
e a Senhora
no quinhentos e noventa e cinco. – deu um último
sorriso e saiu da sala branca.
- Parabéns,
.–
disse.
- Obrigado. – disseram em uníssono.
não queria atrapalhar o momento, disse que iria para casa e visitaria num outro dia, quando e Gwen estivessem em casa. Scott agradeceu por ele ter levado a nora e a esposa para o hospital. O rapaz sorriu e saiu do hospital.
entrou primeiro no quarto da mãe, pode ver a mesma amamentando seu irmão. Chegou perto da cama, deu um leve beijo na testa da mãe e um beijinho no irmão. não entendeu muito bem o porquê da cara triste de . Iria perguntar, mas Scott balançou a cabeça negativamente assim que viu a mulher abrindo a boca, ela percebeu e calou-se.
não ficou nem um minuto no quarto da mãe. Murmurou algo inaudível para os pais, e saiu. Respirou fundo e entrou no quarto da mulher. Encontrou encarando a janela, parecia com o pensamento longe. Aproximou-se devagar da cama da mesma.
- Amor. – a chamou baixinho.
- Ela é tão pequena e frágil,
. – ela falou
com os olhos brilhando. – O médico falou com você? – encarou
o marido.
- Falou sim. – deu um sorriso tímido.
- E se ela não resistir,
? – falou olhando fixamente para
os olhos deles. – Tem tanta criança que não consegue pegar
peso,
. – ela ficou brincando com os dedos.
- O médico disse que ela vai ficar bem, nada que três dias ou
quatro não resolvam. – segurou a mão esquerda dela e apertou
levemente. – Vai ficar tudo bem. – beijou a costa da mão
dela.
- Promete? – suspirou pesadamente.
- Prometo. – beijou-lhe levemente os lábios.
Capítulo 12 – It’s a beautiful day, don’t let it get
away (Beautiful Day – U2)
[Seis anos mais tarde…]
- Amor?–
chamava a mulher pelo apartamento, a encontrou no quarto
que era de Gwen. – Amor, de novo aqui? – suspirou cansado.
- Oh,
. Eu sinto tanta saudade. – abraçava uma roupinha
rosa da filha.
- Eu também sinto – sentou-se ao lado da mulher na cama de solteiro
que tinha no quarto.
- Será que ela está bem? – olhava para fora da janela,
encarava o céu límpido.
- Por que você não vê com seus próprios olhos? – sorriu,
indicando a porta do quarto com a cabeça.
Parada na porta estava uma meninha de seis anos, vestindo um vestidinho azul bebê rodado, com uma fita branca na altura do busto; na lateral do corpo, essa fita dava um laço perfeito deixando o excesso de pano caindo. Calçava sapatos brancos, iguais aos de uma boneca. Os cabelos castanhos estavam soltos, e sobre a cabeça um arco largo branco. A franjinha sobre os olhos extremamente , como os do pai, era reta. Ela esboçava um grande sorriso.
- Meu amor. – correu até a filha, a pegou no colo e beijou-lhe
toda a extensão do rosto.
- Pára mamãe, está fazendo cócegas. – a
menina entortava o nariz e a boca, com os olhos fechados.
- Saudades de você, pequena. – a mãe a pôs no chão,
sorrindo abertamente para a menina que retribuía.
- Também estava, papai falou que a senhora 'tava sentindo a minha falta.
Aí voltei. – abraçou as pernas da mãe. – Prometo
que nunca mais te abandono. – encarou a mãe.
- E eu?–
cruzou os braços fingindo estar magoado.
- Eu também não vou te abandonar, papai. – andou até ele
e levantou os braços, pedindo colo. E logo foi atendida.
- Cadê meu beijo?–
fez um biquinho, a filha lhe deu um
selinho. – Que beijo gostoso. – mordeu-lhe a bochecha, fazendo
a pequena soltar uma gargalhada.
- E o meu?–
chegou perto da filha, recebendo um selinho também. – Te
amo - acariciou os cabelos sedosos da filha.
- Também te amo, mamãe. Amo os dois. – abraçou
os pais.
- Gwen, Gwen. – Trevor falou ofegante. – a mamãe ‘ta
chamando pra comermos o bolo de chocolate. – o pequeno sorriu. – Oi
, oi mano. – deu um pequeno aceno de mão para os dois.
- Oi Trevor. – responderam em uníssono,
pôs a filha
no chão.
- Cuidado na escada, crianças.–
disse para o vento, pois
as crianças já haviam saído correndo.
- Amor, eu esqueci de falar.–
abraçou a esposa por trás. – Daqui
a duas semanas eu vou ter que viajar para a Austrália, e queria que
você e a Gwen fossem comigo. – beijou a curva do pescoço
da mulher.
- Por mim tudo bem. – virou a cabeça para dar um selinho no marido. – Agora
vamos logo, se não a
vai ter um ataque lá embaixo. – soltou-se
do abraço do marido e seguiu até o quarto do casal para pegar
a bolsa.
-
e
, se vocês não descerem agora eu não
vou deixá-los comer bolo de chocolate.–
gritou.
- Não falei? – riram. – Vamos. – saíram do
cômodo e seguiram até a cozinha.
A família estava indo para um piquenique no Hyde Park, o maior e mais famoso parque da cidade. Seguiram em dois carros. somente aceitou aquele piquenique se tivesse direito a cesta de vime e toalha xadrez vermelha e branca. Ela sempre sonhara com um piquenique estilo contos de fadas, e quando podia fazer um. Queria que fosse como mandava o figurino.
Scott carregava a enorme cesta até uma grande árvore que tinha uma ótima sombra. A tarde não estava muito quente, estava fresca até. forrou a toalha na grama, e começou a pôr os alimentos sobre a toalha. Sucos em garrafas térmicas, sanduíches de frios, frutas e o tão gostoso bolo de chocolate de .
Comiam as coisas enquanto conversavam; aquela tarde ensolarada rendeu muitas risadas. No final do piquenique, decidiram andar por entre as esculturas naturais que as árvores faziam. Nada melhor que um passeio para fazer a digestão num lugar tão belo e maravilhoso como esse, foi o que falou. As crianças brincavam de correr atrás das pombas e dos esquilos que por ali passavam, os pais vinham logo atrás rindo da festa delas.
- Mamãe, pra você. – Gwen entregou uma flor à mãe.
- Obrigada, pequena. – sorriu, a menina retribuiu e logo depois
voltou a correr com Trevor.
- Nossa pequena está crescendo.–
apertou levemente a mão
da mulher.
- Sim, e está ficando linda. – encostou a cabeça no peito
dele, fazendo-o passar o braço pelo seu ombro.
- Te amo. – beijou o topo da cabeça da esposa.
- Te amo mais. – levantou a cabeça e deu-lhe um pequeno beijo,
voltando a caminharem abraçados pelo caminho florido e perfumado, com
o pôr do sol sendo testemunha do amor de ambos.
xXx Fim xXx
Nota: Muito
bem, a mommy's acabou. Sim, eu também vou sentir saudade dessa fic.
Eu realmente gostaria de agradecer as minhas leitoras fieis, que sempre
olhavam a atualização do site com a esperança de ver
um capítulo da fic ali, mas não viam. Eu quero pedir desculpas
por terem as feito esperar tanto, não foi minha intenção,
juro! Gostaria de morder todas vocês e colocar dentro do meu potinho,
assim ninguém as roubaria de mim e eu vou poder morder/apertar/sentar
em cima de vocês sempre. [morde todas]
Minhas sinceras desculpas se eu falei alguma coisa que magoou alguém,
eu sou uma cavala e sem querer acabo machucando certas pessoas, desculpa. Mesmo!
E eu quero agradecer pelo tempo que gastaram lendo essa fic, pelo tempo que
me agüentaram surtando, dizendo coisas inúteis e sem graça
na maioria das vezes. E quero agradecer também aos comentários,
foram os mais lindos que alguém poderia um dia receber. Obrigada a
todas vocês que acompanharam
desde o começo, ou que pegaram o bonde andando e quase no finalzinho.
Vocês são as melhores leitoras, e eu não canso de repetir!
Se tiver algum erro de português nesse post, desconsidere... 'to com
preguiça de revisar hahahahaha :x Enfim, obrigada, obrigada, obrigada.
MIL VEZES obrigada!
E eu não citei nomes aqui porque minha memória é de peixinho
dourado e vou acabar esquecendo o nome de algumas pessoas, mas saibam que vocês
são todas especiais e que não vão se vê longe de
mim TÃO cedo! Já tenho três fics em andamento e mais duas
idéias na cabeça, assim que minha escola dá uma aliviada
[vida de vestibulando não é fácil, mesmo em começo
de ano u.u'] eu volto a escrever, e venho correndo postar pra vocês.
Não vou conseguir passar muito tempo sem morder vocês *-* [senta
em cima de todas]
E queria agradecer todas as meninas que me adicionaram tanto no msn quanto
no orkut e me disseram que a mommy's foi a única fic que as fizeram
memorizar a senha das restritas, e aquelas que me parabenizaram pelo trabalho,
as que me contaram que a MF é a fic preferida delas. Obrigada MESMO!
Todas vocês fazem parte desse 'sucesso'.
Beijos,
Gabriella Nascimento.
P.s: [olha pra cima] Nossa, escrevi um testamento
o_o' Duvido que alguém
leia isso :~
P.s²: Como prometido, eu não matei ninguém e o final foi
feliz xD
P.s³: Sintam-se à vontade de me adiconarem nos links abaixo, só peço
pra deixarem um scrap no orkut, uma mensagem no myspace e no last.fm avisando
que era leitora da mommy's xD
P.s³+¹: E quando aparecer uma fic com o nome ‘Love Story’ é minha,
viu? Quero ver todo mundo comentando por lá, hein? (:
orkut, msn, myspace, last.fm, blog
Outras fics de minha autoria [Todas finalizadas]:
Críticas,
elogios e xingamentos são bem vindos; não, mentira, xingamentos
não :)
A caixinha de comentário está logo aqui embaixo, não
vai machucar comentar, e o melhor de tudo, é de graça :)
Erros no script? MSN/E-mail [pode
adicionar, se quiser :)] Juro que não mordo :B
